AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2024
Os médicos costumam se referir a qualquer doença febril sem uma etiologia obvia inicial como febre de origem obscura (FOO) . A maioria das doenças febris melhora antes que um diagnóstico possa ser feito ou que desenvolva características que possibilitem o diagnóstico. O termo FOO deve ser reservado para doenças febris prolongadas sem uma etiologia estabelecida apesar da avaliação e exames diagnósticos intensivos. Diante do exposto, analise as alternativas abaixo.I - Fora das nações ocidentais, as infecções são uma causa muito mais comum de FOO. Tuberculose representa ate 50% casos causados por infecções de febre de origem obscura, a qual é uma causa menos comum nos EUA e Europa Ocidental.II - A febre de origem obscura é definida como febre > 37,8 em pelo menos duas ocasiões, duração de doença maior que 1 semana, presença de imunocomprometimento conhecido, diagnóstico que permanece incerto após anamnese e exame físico detalhados e os seguintes exames obrigatórios: determinação de VHS e proteína C reativa, contagem de plaquetas, contagem total e diferencial de leucócitos, medidas dos níveis de hemoglobina, eletrólitos, creatinina, proteínas totais, fosfatase alcalina, FAN, fator reumatoide, eletroforese de proteínas, parcial de urina com urocultura, hemoculturas, radiografia de tórax, ultrassonografia abdominal e teste cutâneo com tuberculina ou IGRA teste.III - A febre com sinais de endocardite e hemoculturas negativas representa um problema especial. A endocardite com culturas negativas pode ser causada por bactérias de difícil cultivo, como bactérias nutricionalmente variantes, os microrganismos do grupo HACEK. Selecione a opção correta.
FOO: febre >38,3°C em várias ocasiões, >3 semanas, sem diagnóstico após investigação inicial.
A definição clássica de Febre de Origem Obscura (FOO) exige febre >38,3°C em várias ocasiões, duração >3 semanas e ausência de diagnóstico após investigação inicial, sem necessariamente incluir imunocomprometimento como critério definidor. Infecções como tuberculose são causas importantes, especialmente em regiões não ocidentais.
A Febre de Origem Obscura (FOO) é um desafio diagnóstico na medicina, caracterizada por febre persistente sem uma causa aparente após uma investigação inicial. A definição clássica exige febre >38,3°C em múltiplas ocasiões, duração superior a três semanas e ausência de diagnóstico após uma avaliação ambulatorial ou hospitalar inicial. A epidemiologia da FOO varia geograficamente, com infecções sendo mais prevalentes em países em desenvolvimento e doenças inflamatórias/neoplasias mais comuns em países ocidentais. A fisiopatologia da FOO é heterogênea, refletindo a vasta gama de etiologias subjacentes. As causas podem ser divididas em infecciosas (ex: tuberculose, abscessos, endocardite), inflamatórias não infecciosas (ex: lúpus, artrite reumatoide, vasculites), neoplásicas (ex: linfomas, leucemias, carcinomas) e miscelâneas. O diagnóstico requer uma abordagem sistemática e exaustiva, começando com uma anamnese detalhada e exame físico minucioso, seguido por exames laboratoriais e de imagem direcionados. O tratamento da FOO é etiológico, uma vez que o diagnóstico é estabelecido. Em casos onde o diagnóstico permanece elusivo, pode ser necessário um tratamento empírico, mas isso deve ser feito com cautela para não mascarar a causa subjacente. A endocardite com hemoculturas negativas, frequentemente causada por microrganismos de difícil cultivo como o grupo HACEK, é um exemplo de etiologia desafiadora que exige alta suspeição e métodos diagnósticos específicos. O prognóstico depende da causa subjacente e da prontidão do diagnóstico e tratamento.
A FOO é definida como febre >38,3°C em várias ocasiões, com duração superior a 3 semanas, e sem diagnóstico após uma investigação inicial abrangente (incluindo anamnese, exame físico e exames laboratoriais básicos).
As principais categorias etiológicas da FOO são infecções (como tuberculose, abscessos), doenças inflamatórias não infecciosas (como vasculites, doenças reumáticas) e neoplasias (como linfomas, carcinomas).
HACEK é um acrônimo para Haemophilus, Aggregatibacter, Cardiobacterium, Eikenella e Kingella, bactérias gram-negativas de difícil cultivo que são causas importantes de endocardite com hemoculturas negativas.
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