HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2020
Sobre febre de origem indeterminada marque a alternativa verdadeira:
Febre sem foco em crianças 3-36m não toxemiadas com Tax ≤39°C → observação, antitérmicos, reavaliação 24-48h.
Em crianças de 3 a 36 meses, a febre sem foco e sem sinais de toxemia, com temperatura menor ou igual a 39°C, geralmente permite uma conduta conservadora inicial. A observação cuidadosa e o uso de antitérmicos são indicados, com reavaliação em 24 a 48 horas ou antes, se houver piora clínica.
A febre de origem indeterminada (FOI) em crianças é um desafio diagnóstico e terapêutico comum na pediatria, especialmente em pronto-socorros. É definida como febre sem causa aparente após uma história clínica e exame físico detalhados. A importância clínica reside na necessidade de diferenciar infecções virais autolimitadas de infecções bacterianas graves ocultas, que podem ter morbimortalidade significativa se não tratadas. O diagnóstico e manejo da FOI variam conforme a faixa etária da criança e a presença de sinais de toxemia. Em crianças de 3 a 36 meses, a avaliação de risco é crucial. Pacientes não toxemiados, com temperatura ≤ 39°C e bom estado geral, são frequentemente classificados como de baixo risco. Nesses casos, a conduta inicial é conservadora, com observação domiciliar, uso de antitérmicos e orientação para retorno em caso de piora ou persistência da febre. O tratamento da FOI de baixo risco é sintomático, visando o conforto da criança com antitérmicos como paracetamol ou ibuprofeno. O prognóstico é geralmente bom, com a maioria dos casos sendo de etiologia viral. Pontos de atenção incluem a importância de educar os pais sobre os sinais de alerta para retorno imediato ao serviço de saúde e a necessidade de reavaliar o paciente se a febre persistir ou se novos sintomas surgirem, para evitar o atraso no diagnóstico de condições mais graves.
Crianças de 3 a 36 meses sem sinais de toxemia, com temperatura ≤ 39°C, bom estado geral e sem foco infeccioso aparente, são consideradas de baixo risco.
A conduta inicial inclui observação cuidadosa, uso de antitérmicos para conforto e reavaliação em 24 a 48 horas ou a qualquer sinal de piora clínica.
A antibioticoterapia empírica é geralmente reservada para crianças de alto risco, com sinais de toxemia, ou após a identificação de uma infecção bacteriana grave, não sendo rotina em casos de baixo risco.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo