Febre de Origem Indeterminada Pediátrica: Causas e Investigação

IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020

Enunciado

Com relação à Febre de Origem Indeterminada (FOI) em pediatria, assinale a afirmativa incorreta.

Alternativas

  1. A) O termo denota ""febre em criança, documentada por um profissional de saúde, cuja causa não possa ser identificada após três semanas de avaliação ambulatorial ou após uma semana de avaliação em hospital"".
  2. B) As principais causas são as doenças infecciosas, reumatológicas ou neoplásicas.
  3. C) Na história clínica, a idade do paciente é um parâmetro útil e pode direcionar a investigação da FOI.
  4. D) Na investigação de FOI, é importante levantar todo o histórico de viagens ou residência da criança desde seu nascimento, uma vez que algumas doenças podem ressurgir anos após visitar ou habitar áreas endêmicas.
  5. E) É importante obter-se, algumas vezes, o histórico genético do paciente, uma vez que doenças como febre familiar do Mediterrâneo (FFM, síndrome de hiperimunoglobulina D, síndrome periódica associada ao receptor do fator de necrose tumoral (TRAPS e síndrome de Mucke-Wells são herdadas como traços autossômicos dominantes e podem ser a causa de FOI em determinados grupos étnicos.

Pérola Clínica

FOI pediátrica: causas infecciosas, reumatológicas, neoplásicas; idade e histórico de viagem/genético são cruciais.

Resumo-Chave

A Febre de Origem Indeterminada (FOI) em pediatria é definida por febre documentada sem causa identificada após avaliação prolongada. As principais etiologias são infecciosas, reumatológicas e neoplásicas, sendo a idade e o histórico familiar/genético (para febres autoinflamatórias) parâmetros importantes na investigação.

Contexto Educacional

A Febre de Origem Indeterminada (FOI) em pediatria é um desafio diagnóstico, definida como febre documentada por um profissional de saúde, cuja causa não pode ser identificada após três semanas de avaliação ambulatorial ou uma semana de avaliação em hospital. Embora a incidência tenha diminuído com o avanço dos métodos diagnósticos, ainda representa uma parcela significativa das internações pediátricas. As principais categorias etiológicas da FOI em crianças incluem doenças infecciosas (as mais comuns), reumatológicas/inflamatórias e neoplásicas. A idade do paciente é um parâmetro útil, pois a prevalência de certas condições varia com a faixa etária. O histórico clínico detalhado, incluindo viagens, exposição a animais e histórico familiar/genético, é fundamental. Doenças autoinflamatórias hereditárias, como a febre familiar do Mediterrâneo (FFM), síndrome de hiperimunoglobulina D (HIDS), síndrome periódica associada ao receptor do fator de necrose tumoral (TRAPS) e síndrome de Muckle-Wells, são importantes diferenciais, especialmente em grupos étnicos específicos. A investigação da FOI requer uma abordagem sistemática e multidisciplinar, com exames laboratoriais e de imagem direcionados pela história e exame físico. O objetivo é identificar a causa subjacente para instituir o tratamento adequado e evitar complicações. É crucial que o residente esteja familiarizado com o espectro de doenças que podem se manifestar como FOI.

Perguntas Frequentes

Qual a definição de Febre de Origem Indeterminada (FOI) em pediatria?

FOI em pediatria é febre documentada por profissional de saúde, cuja causa não pode ser identificada após três semanas de avaliação ambulatorial ou após uma semana de avaliação em hospital.

Quais são as principais categorias de causas de FOI em crianças?

As principais categorias etiológicas da FOI em crianças são doenças infecciosas (as mais comuns), reumatológicas/inflamatórias e neoplásicas, exigindo uma investigação abrangente.

Por que o histórico genético é importante na investigação de FOI?

O histórico genético é crucial para identificar doenças autoinflamatórias hereditárias, como a febre familiar do Mediterrâneo, que podem ser a causa da FOI em grupos étnicos específicos e requerem tratamento direcionado.

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