Febre de Origem Indeterminada em Crianças: Diagnóstico

ICEPI - Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ES) — Prova 2021

Enunciado

Em relação à febre em crianças, analisar a sentença a seguir: A expressão ''febre de origem indeterminada'' (FOI) deve ser reservada para crianças com febre documentada por profissional de saúde e para a qual a causa não pode ser identificada após três semanas de avaliação no ambulatório ou após uma semana de avaliação em hospital (1ª parte). As principais causas de FOI em crianças são infecções e doenças reumatológicas (autoimunes ou do tecido conjuntivo) (2ª parte). Distúrbios neoplásicos devem ser seriamente considerados, embora a maior parte das crianças com doenças malignas não apresente febre como sinal clínico isolado (3ª parte) Se o paciente estiver recebendo qualquer droga, a possibilidade de febre medicamentosa sempre deve ser considerada (4ª parte). A sentença está:

Alternativas

  1. A) Totalmente correta.
  2. B) Correta somente em suas 1ª e 3ª partes.
  3. C) Correta somente em suas 1ª e 4ª partes.
  4. D) Correta somente em suas 2ª, 3ª e 4ª partes.
  5. E) Totalmente incorreta.

Pérola Clínica

FOI pediátca: febre >3 semanas ambulatorial ou >1 semana hospitalar sem causa, principais causas infecções/reumatológicas, considerar neoplasias/medicamentos.

Resumo-Chave

A definição de Febre de Origem Indeterminada (FOI) em crianças envolve febre prolongada sem causa aparente após investigação inicial. As principais etiologias são infecções e doenças reumatológicas, mas neoplasias e febre medicamentosa também devem ser consideradas no diagnóstico diferencial.

Contexto Educacional

A Febre de Origem Indeterminada (FOI) em crianças representa um desafio diagnóstico significativo na pediatria. Sua definição clássica envolve febre documentada por um profissional de saúde, com duração superior a três semanas em ambiente ambulatorial ou uma semana em ambiente hospitalar, sem que a causa seja identificada após uma investigação inicial abrangente. É crucial uma abordagem sistemática para evitar atrasos no diagnóstico de condições potencialmente graves. As principais categorias etiológicas da FOI em crianças são as doenças infecciosas, que respondem pela maioria dos casos, e as doenças reumatológicas ou autoimunes. Entre as infecções, destacam-se as virais atípicas, bacterianas (como osteomielite, endocardite, tuberculose) e parasitárias. As doenças reumatológicas, como a artrite idiopática juvenil sistêmica e o lúpus eritematoso sistêmico, são causas importantes e frequentemente subestimadas. Além das infecções e doenças reumatológicas, distúrbios neoplásicos, embora menos comuns como causa isolada de febre, devem ser seriamente considerados, especialmente em casos de febre persistente e presença de outros sinais de alerta (perda de peso, linfadenopatia, hepatoesplenomegalia). A febre medicamentosa é outra causa relevante e frequentemente negligenciada, devendo ser sempre investigada em qualquer criança em uso de fármacos, pois a suspensão da droga pode resolver o quadro. A investigação da FOI requer uma anamnese detalhada, exame físico minucioso e exames complementares direcionados.

Perguntas Frequentes

Como a Febre de Origem Indeterminada (FOI) é definida em crianças?

A FOI em crianças é definida como febre documentada por um profissional de saúde, com duração superior a três semanas em ambiente ambulatorial ou uma semana em ambiente hospitalar, sem que a causa seja identificada após uma investigação inicial.

Quais são as categorias mais comuns de causas de FOI em crianças?

As principais categorias etiológicas da FOI em crianças são as doenças infecciosas (virais, bacterianas, fúngicas, parasitárias) e as doenças reumatológicas ou autoimunes (como artrite idiopática juvenil sistêmica, lúpus eritematoso sistêmico).

Quando se deve considerar neoplasias e febre medicamentosa na investigação de FOI?

Neoplasias, embora menos frequentes como causa isolada de febre, devem ser consideradas, especialmente se houver outros sinais de alerta. A febre medicamentosa deve ser sempre investigada em pacientes que estejam em uso de qualquer fármaco, pois muitas drogas podem induzir febre.

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