Febre de Origem Indeterminada: Próximo Passo na Investigação

Faculdade de Medicina Nova Esperança — Prova 2023

Enunciado

Um paciente de 50 anos, sexo masculino, veio para consulta com queixa de febre e perda de peso. Os sintomas surgiram há 3 meses, a febre é diária e os valores chegam a 39,4° C com sudorese noturna, fadiga intensa e perda de 22kg no período. Nega exposição a pacientes com alguma doença, nega histórico de viagens, única parceira sexual há 25 anos, nega transfusões sanguíneas. Ao exame não foi identificado nada relevante. No laboratório revelou leucócitos 15 700/µL, com 80% de polimorfonucleados, 15% linfócitos, 3% eosinófilos e 2% monócitos e níveis de cálcio de 11,2 g/dl (8, 8-10, 4). O esfregaço do sangue periférico é normal e o VHS é de 57 mm/h. O painel reumatológico é normal, o nível de ferritina é de 550 ng/ml. Função hepática e renal sem anormalidades. Eletroforese de proteínas séricas demonstra gamopatia policlonal. Os testes para vírus HIV, hepatite B, hepatite C, Epstein-Barr e citomegalovírus foram negativos. O antígeno urinário de Histoplasma é negativo. As hemoculturas colhidas na hora da febre em 3 amostras, radiografia do tórax e PPD foram todos negativos. A tomografia de tórax, abdômen e pelve revelam aumento limítrofe de linfonodos no abdômen e retroperitônio de 1,3cm. Qual deve ser e o melhor passo seguinte na investigação desse caso?

Alternativas

  1. A) Tratamento empírico com corticosteroides em dose imunossupressora.
  2. B) Tratamento empírico para mycobacterium tuberculosis.
  3. C) Punção biópsia por agulha dos linfonodos aumentados.
  4. D) Tomografia por emissão de pósitrons (PET)-TC.
  5. E) Dosar níveis séricos de enzima conversora de angiotensina.

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