Investigação Inicial de Febre e Linfadenopatia

UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2021

Enunciado

Paciente sexo masculino, 48 anos, dá entrada na unidade hospitalar, conduzido por familiares, com história de astenia há 5 dias. Ao avaliar paciente no pronto atendimento, o mesmo refere que apresenta febre vespertina há aproximadamente 25 dias, de 38,3°C. Refere não ter outros sintomas associados, exceto uma leve odinofagia. Refere ainda que, durante os momentos febris, sente muita dor no corpo, mas fora das crises se sente bem. Paciente não apresenta dados relevantes de antecedentes patológicos. Ao examiná-lo, você percebe um gânglio cervical à direita, aumentado, levemente doloroso e pouco móvel. Restante do exame físico sem alterações.Na investigação diagnóstica, a abordagem do médico clínico visa, após definir a melhor probabilidade pré-teste da hipótese, selecionar exames de acordo com sua melhor sensibilidade e especificidade, com objetivo de elevar a probabilidade pós-teste da hipótese, conhecendo e respeitando as limitações de cada método, observando custos e considerando as chances de resultados falso positivo e falso negativo. Dentro deste contexto, o melhor subconjunto inicial de exames, na busca pelo diagnóstico, seria:

Alternativas

  1. A) ultrassom de abdômen e hemoculturas. \n
  2. B) ressonância magnética de tórax e abdômen. \n
  3. C) punção aspirativa do gânglio cervical. \n
  4. D) hemograma e bioquímica geral.

Pérola Clínica

Febre prolongada + Linfonodomegalia → Inicie com Hemograma e Bioquímica para guiar a investigação específica.

Resumo-Chave

Na investigação de febre de origem indeterminada ou linfadenopatia, exames de triagem (hemograma e bioquímica) precedem exames invasivos ou de imagem complexos.

Contexto Educacional

A abordagem de um paciente com febre prolongada e linfadenopatia requer uma anamnese detalhada e exame físico minucioso. O diagnóstico diferencial é vasto, incluindo infecções (mononucleose, toxoplasmose, tuberculose, HIV), doenças autoimunes e neoplasias (linfomas, metástases). O raciocínio clínico deve seguir uma escada diagnóstica: exames de triagem (hemograma, VHS, PCR, bioquímica) seguidos por sorologias e, se necessário, exames de imagem. A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) tem papel limitado na linfadenopatia, sendo a biópsia excisional o padrão-ouro para análise histopatológica e imuno-histoquímica quando a causa não é esclarecida pelos métodos iniciais.

Perguntas Frequentes

Quando um linfonodo é considerado suspeito?

Linfonodos são suspeitos quando apresentam tamanho > 2 cm, consistência endurecida, são pouco móveis (aderidos a planos profundos), indolores ou localizados em regiões como a supraclavicular. A persistência por mais de 4-6 semanas também exige investigação profunda.

O que define Febre de Origem Indeterminada (FOI)?

Classicamente, FOI é definida como febre documentada (>38.3°C) em várias ocasiões, com duração superior a 3 semanas, cuja causa permanece incerta após uma semana de investigação hospitalar ou três consultas ambulatoriais.

Por que começar pelo hemograma e bioquímica?

Estes exames são de baixo custo e alta disponibilidade. O hemograma pode revelar leucocitose, linfocitose atípica (mononucleose), anemia ou citopenias (neoplasias). A bioquímica (LDH, transaminases, provas inflamatórias) ajuda a estreitar o diagnóstico diferencial antes de procedimentos invasivos.

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