UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2021
Paciente sexo masculino, 48 anos, dá entrada na unidade hospitalar, conduzido por familiares, com história de astenia há 5 dias. Ao avaliar paciente no pronto atendimento, o mesmo refere que apresenta febre vespertina há aproximadamente 25 dias, de 38,3°C. Refere não ter outros sintomas associados, exceto uma leve odinofagia. Refere ainda que, durante os momentos febris, sente muita dor no corpo, mas fora das crises se sente bem. Paciente não apresenta dados relevantes de antecedentes patológicos. Ao examiná-lo, você percebe um gânglio cervical à direita, aumentado, levemente doloroso e pouco móvel. Restante do exame físico sem alterações.Considerando a manifestação mais evidente do caso e a forma de apresentação, a hipótese menos provável, para o contexto do paciente, seria:
Febre prolongada, astenia, odinofagia e adenopatia em adulto → investigar infecção, neoplasia ou HIV. Doença autoimune é menos provável sem outros sintomas.
Em um paciente adulto com febre prolongada, astenia, odinofagia e adenopatia cervical, as hipóteses mais prováveis incluem infecções (virais como HIV, bacterianas) e neoplasias (especialmente linfomas). Doenças autoimunes, embora possam causar febre, geralmente apresentam outros sintomas sistêmicos mais proeminentes.
A febre de origem indeterminada (FOI) é definida como febre >38,3°C em várias ocasiões, com duração >3 semanas, e sem diagnóstico após uma semana de investigação hospitalar. É um desafio diagnóstico comum na prática médica, exigindo uma abordagem sistemática. A epidemiologia varia, mas infecções, neoplasias e doenças autoimunes são as principais categorias etiológicas. No caso apresentado, o paciente tem febre vespertina prolongada, astenia, odinofagia leve e adenopatia cervical. A fisiopatologia da febre pode ser mediada por citocinas inflamatórias liberadas em resposta a infecções, neoplasias ou processos autoimunes. A adenopatia sugere um processo inflamatório ou proliferativo. As hipóteses mais prováveis para este quadro são infecções crônicas (como HIV, tuberculose, mononucleose) ou neoplasias (como linfoma), que frequentemente se manifestam com febre e adenopatia. Doenças autoimunes, embora possam causar FOI, geralmente apresentam outros sintomas mais específicos, como artralgias, rash cutâneo, serosite ou fenômenos vasculíticos, que não foram descritos neste paciente. Portanto, sem outros achados que sugiram autoimunidade, esta se torna a hipótese menos provável no contexto clínico dado. A investigação inicial deve focar em exames para infecções e marcadores tumorais, e considerar biópsia do gânglio.
As principais categorias incluem infecções (30-50%), neoplasias (20-30%), doenças autoimunes (10-20%) e diversas outras causas ou casos sem diagnóstico (10-20%).
Infecções como HIV (soroconversão), tuberculose, mononucleose infecciosa (EBV, CMV), toxoplasmose, brucelose e infecções bacterianas atípicas devem ser consideradas e investigadas com exames específicos.
Neoplasias, especialmente linfomas (Hodgkin e não-Hodgkin), leucemias e carcinomas metastáticos, podem se manifestar com febre, astenia e adenopatia. A biópsia do gânglio é frequentemente necessária para o diagnóstico.
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