IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Sobre a febre de origem desconhecida, julgue os itens a seguir.I. Em aproximadamente 70% dos lactentes febris com menos de 3 meses, um agente viral é identificado e, entre 10-15% desses, há doença bacteriana grave. Nesses casos, anamnese e exame físico cuidadosos devem ser realizados e, em caso de toxemia, imediatahospitalização, com antimicrobiano parenteral empírico, após coleta de sangue, urina e liquor. II. Em pacientes febris entre 3 e 36 meses de idade, as bacteremias ocultas não apresentam predileção de etnia, fatores socioeconômicos, idade ou sexo.III. Independentemente de idade, febre e petéquias, com ou sem sinais de localização, representam alto risco de doença bacteriana grave. Pode-se afirmar que:
Lactente febril < 3 meses com toxemia → hospitalizar, coletar culturas (sangue, urina, líquor) e iniciar ATB empírico.
A febre em lactentes jovens (< 3 meses) é um sinal de alerta para doença bacteriana grave, mesmo que a maioria seja viral. A presença de toxemia exige hospitalização imediata, coleta de culturas e início de antibioticoterapia empírica. Febre com petéquias em qualquer idade é um sinal de alto risco para sepse.
A febre em lactentes e crianças pequenas é uma das queixas mais comuns na emergência pediátrica e representa um desafio diagnóstico devido à inespecificidade dos sintomas e ao risco de doença bacteriana grave (DBG). Em lactentes com menos de 3 meses, a imaturidade do sistema imunológico e a dificuldade em localizar a infecção tornam a febre um sinal de alerta crítico, com uma proporção significativa de casos (10-15%) podendo ser DBG, mesmo que a maioria seja viral. A avaliação deve ser minuciosa, e a presença de toxemia exige hospitalização e investigação agressiva. Para lactentes febris menores de 3 meses, a conduta padrão inclui a coleta de culturas (sangue, urina, líquor) e o início imediato de antibioticoterapia parenteral empírica, visando cobrir os patógenos mais comuns. Em crianças entre 3 e 36 meses, a incidência de bacteremia oculta diminuiu com as vacinas conjugadas, mas a vigilância ainda é necessária. É importante ressaltar que a bacteremia oculta não demonstra predileção por etnia, fatores socioeconômicos, idade ou sexo dentro dessa faixa etária. Um sinal de alarme universalmente reconhecido é a presença de febre associada a petéquias, independentemente da idade. Essa combinação sugere fortemente uma doença bacteriana invasiva, como meningococcemia, e requer avaliação e tratamento emergenciais. A compreensão desses princípios é vital para residentes, garantindo um manejo seguro e eficaz da febre na população pediátrica, minimizando o risco de complicações graves.
Lactentes menores de 3 meses com febre (temperatura retal ≥ 38°C) são considerados de alto risco para doença bacteriana grave, especialmente se apresentarem toxemia, irritabilidade, letargia ou outros sinais de alarme.
A punção lombar é indicada em lactentes febris menores de 3 meses, mesmo sem sinais meníngeos claros, devido ao risco significativo de meningite bacteriana oculta e à apresentação atípica da doença nessa faixa etária.
Petéquias em um paciente febril, com ou sem sinais de localização, são um sinal de alarme para doença bacteriana grave, como meningococcemia ou outras formas de sepse, e exigem avaliação e tratamento urgentes.
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