HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2020
Um neonato de 14 dias de vida apresenta 38,5°C. Usa leite materno exclusivo e está vestido adequadamente com relação a temperatura externa. O exame físico mostra apenas irritabilidade. A conduta correta é:
Neonato < 28 dias com febre (≥38°C) → sempre investigar sepse → internação, exames completos, ATB empírico imediato.
Febre em neonatos (< 28 dias) é uma emergência médica e deve ser tratada como sepse até prova em contrário. Mesmo com exame físico pouco alterado (como apenas irritabilidade), a conduta padrão é internação, coleta de exames para investigação de foco infeccioso (hemocultura, urocultura, líquor) e início imediato de antibioticoterapia empírica de amplo espectro.
A febre em neonatos, definida como temperatura retal ≥ 38°C em crianças com menos de 28 dias de vida, é uma condição que exige atenção médica imediata e uma abordagem agressiva. Diferente de crianças maiores, neonatos com infecções graves podem apresentar sintomas inespecíficos ou sutis, como irritabilidade, letargia ou recusa alimentar, sem os sinais clássicos de infecção, tornando o diagnóstico clínico desafiador. A imaturidade do sistema imunológico neonatal os torna particularmente vulneráveis a infecções bacterianas invasivas, como a sepse. Diante de um neonato febril, a conduta padrão é considerar sepse até prova em contrário. Isso implica em internação hospitalar para monitorização e uma investigação completa para identificar a fonte da infecção. Os exames essenciais incluem hemograma completo, proteína C reativa, hemocultura, urocultura (obtida por métodos estéreis como cateterismo vesical ou punção suprapúbica) e, crucialmente, a punção lombar para análise e cultura do líquido cefalorraquidiano (LCR), a fim de descartar meningite. Após a coleta dos exames, a antibioticoterapia empírica de amplo espectro deve ser iniciada imediatamente, sem aguardar os resultados das culturas. A escolha dos antibióticos geralmente inclui uma combinação que cubra os patógenos mais comuns na sepse neonatal, como Streptococcus agalactiae (GBS), Escherichia coli e Listeria monocytogenes. O atraso no tratamento pode ter consequências devastadoras, reforçando a importância de uma abordagem rápida e decisiva.
A febre em neonatos é uma emergência médica porque o sistema imunológico imaturo e a apresentação atípica de infecções graves (como a sepse) tornam difícil diferenciar quadros benignos de infecções potencialmente fatais, exigindo investigação e tratamento imediatos.
Na investigação de febre em um neonato, devem ser solicitados hemograma completo, proteína C reativa, hemocultura, urocultura (por cateterismo ou punção suprapúbica) e punção lombar para análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) e cultura.
A antibioticoterapia empírica imediata é crucial em neonatos febris devido ao alto risco de sepse bacteriana grave e à rápida progressão da doença. O atraso no início do tratamento pode levar a morbidade e mortalidade significativas, mesmo antes da confirmação laboratorial da infecção.
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