Febre em Lactentes < 28 Dias: Investigação Essencial

IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2022

Enunciado

Um lactente com 21 dias de vida é trazido à Emergência com história de febre de 38,5ºC. A mãe nega outros sintomas. Está em aleitamento materno exclusivo e vem ganhando peso. Nasceu de parto normal a termo sem intercorrências. Exame físico: sem alterações. Além da coleta de hemograma e sedimento urinário/urocultura, os exames indicados são:

Alternativas

  1. A) PCR de nasofaringe para influenza, coprocultura e radiografia de tórax
  2. B) hemocultura, liquor, velocidade de hemossedimentação e proteína C reativa
  3. C) radiografia de tórax, hemocultura, coprocultura e proteína C reativa
  4. D) PCR de nasofaringe para influenza, liquor e velocidade de hemossedimentação

Pérola Clínica

Lactente < 28 dias com febre → investigação completa para sepse: hemocultura, urocultura, líquor, PCR, VHS.

Resumo-Chave

A febre em lactentes jovens (< 28 dias) é uma emergência pediátrica devido ao alto risco de infecção bacteriana grave (IBG), mesmo sem outros sintomas. A investigação deve ser abrangente, incluindo culturas de sangue, urina e líquor, além de marcadores inflamatórios.

Contexto Educacional

A febre em lactentes com menos de 28 dias de vida é um sinal de alerta máximo na pediatria, exigindo uma abordagem diagnóstica e terapêutica imediata devido ao risco elevado de infecção bacteriana grave (IBG), como sepse, meningite ou infecção do trato urinário. A imaturidade do sistema imunológico e a apresentação clínica inespecífica tornam a febre o único sinal de alerta em muitos casos, justificando uma investigação agressiva. A fisiopatologia da IBG em neonatos envolve a transmissão vertical ou horizontal de patógenos, com bactérias como Streptococcus agalactiae (GBS), Escherichia coli e Listeria monocytogenes sendo as mais comuns. O diagnóstico precoce é fundamental e baseia-se em uma bateria de exames, incluindo hemograma completo, proteína C reativa (PCR), velocidade de hemossedimentação (VHS), urocultura e, crucialmente, hemocultura e punção lombar para análise e cultura do líquido cefalorraquidiano (LCR). O tratamento empírico com antibióticos de amplo espectro deve ser iniciado imediatamente após a coleta das culturas, antes mesmo dos resultados. A escolha do antibiótico deve cobrir os patógenos mais prováveis. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e início do tratamento, sendo a mortalidade e morbidade significativamente reduzidas com a intervenção precoce. A alta hospitalar só deve ocorrer após a exclusão de IBG e melhora clínica.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais riscos da febre em neonatos?

A febre em neonatos (< 28 dias) indica alto risco de infecção bacteriana grave (IBG), como sepse, meningite ou infecção urinária, que pode progredir rapidamente devido à imaturidade imunológica.

Por que a punção lombar é indicada em lactentes febris jovens?

A punção lombar é essencial para descartar meningite, pois os sinais clínicos podem ser inespecíficos em lactentes jovens, e a doença pode ser fatal se não tratada precocemente. É parte da investigação completa de sepse.

Quais exames devem ser solicitados para um lactente com febre?

Além de hemograma, sedimento urinário e urocultura, são mandatórios hemocultura, cultura de líquor, proteína C reativa (PCR) e velocidade de hemossedimentação (VHS) para uma investigação completa de sepse.

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