Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2021
O uso de fármacos é uma causa de febre em UTI pediátrica. Entre as medicações listadas abaixo, qual faz parte da classe dos principais agentes implicados em casos de febre?
Febre medicamentosa → Cefalosporinas e outros antibióticos são causas comuns, especialmente em UTI.
A febre medicamentosa é um diagnóstico de exclusão, mas deve ser considerada em pacientes em uso de múltiplos fármacos, especialmente antibióticos como as cefalosporinas, que são conhecidas por induzir febre como reação adversa.
A febre em pacientes internados, especialmente em unidades de terapia intensiva pediátrica, é um desafio diagnóstico comum. Embora infecções sejam a causa mais prevalente, a febre medicamentosa representa uma etiologia importante e frequentemente subestimada, que pode prolongar a internação e levar a investigações desnecessárias. Diversos fármacos podem induzir febre por diferentes mecanismos, incluindo hipersensibilidade, alteração da termorregulação ou liberação de citocinas. Entre os agentes mais comumente implicados estão os antibióticos, como as cefalosporinas, penicilinas e sulfonamidas, além de anticonvulsivantes, antiarrítmicos e agentes quimioterápicos. O diagnóstico de febre medicamentosa é de exclusão, exigindo uma avaliação minuciosa para afastar causas infecciosas e outras condições. Para residentes, é crucial manter um alto índice de suspeita para febre medicamentosa, especialmente em pacientes polimedicados sem foco infeccioso claro. A suspensão do fármaco suspeito, quando clinicamente apropriado, e a observação da defervescência são os pilares do manejo, evitando o uso desnecessário de antibióticos e procedimentos invasivos.
As classes de medicamentos mais frequentemente associadas à febre medicamentosa incluem antibióticos (especialmente beta-lactâmicos como cefalosporinas e penicilinas), anticonvulsivantes, antiarrítmicos, agentes quimioterápicos e alguns anti-inflamatórios não esteroides.
A diferenciação é desafiadora, pois a febre medicamentosa é um diagnóstico de exclusão. Sinais como ausência de foco infeccioso, melhora rápida após a suspensão do fármaco suspeito e, por vezes, eosinofilia podem sugerir febre medicamentosa, mas a exclusão de infecção é primordial.
A conduta inicial envolve a revisão de todos os medicamentos em uso, a suspensão do agente suspeito (se clinicamente viável e após exclusão de causas infecciosas mais graves) e a observação da resolução da febre. É fundamental monitorar o paciente para quaisquer outras reações adversas.
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