Febre Maculosa: Diagnóstico, Tratamento e Prevenção

INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2024

Enunciado

O ano de 2023 foi marcado por um aumento expressivo no número de casos de febre maculosa. Sobre esta zoonose, pode-se afirmar, exceto:

Alternativas

  1. A) Todo caso suspeito de febre maculosa requer notificação compulsória imediata o mais rápido possível, por se tratar de doença grave.
  2. B) Os principais agentes ecológicos no Brasil são a Rickettsia rickettssii e Rickettsia  parkeri.
  3. C) É uma doença muliassistêmica com alta letalidade (podendo chegar a 55%) e cursa com sintomas inespecíficos. Em geral, o exantema maculopapular surge entre o segundo e o sexto dia, mas nem sempre está presente.
  4. D) Os quadros causados pela Rickettsia parkeri tendem a ser mais graves e letais do que aqueles ocasionados pela Rickettsia ricketssi.
  5. E) O tratamento costuma ser empregado por um período de sete dias, devendo ser mandado por três dias após o término da febre. Quando possível, deve-se optar pela Doxiciclina ao invés do Cloranfenicol.

Pérola Clínica

Febre maculosa: R. rickettsii é mais grave que R. parkeri; Doxiciclina é o tratamento de escolha.

Resumo-Chave

A febre maculosa, causada principalmente por Rickettsia rickettsii no Brasil, é uma zoonose grave com alta letalidade e sintomas inespecíficos. A notificação é compulsória e o tratamento com doxiciclina deve ser iniciado precocemente, mesmo antes da confirmação laboratorial, sendo que a R. parkeri causa quadros mais brandos.

Contexto Educacional

A febre maculosa é uma zoonose bacteriana grave, transmitida por carrapatos infectados com bactérias do gênero Rickettsia. No Brasil, os principais agentes etiológicos são a Rickettsia rickettsii, responsável pelas formas mais graves e letais, e a Rickettsia parkeri, que causa quadros mais brandos. A doença é de notificação compulsória imediata devido à sua alta letalidade. A apresentação clínica é inespecífica nos estágios iniciais, com febre, cefaleia, mialgia e mal-estar, dificultando o diagnóstico. O exantema maculopapular, característico, geralmente surge entre o segundo e o sexto dia, mas pode estar ausente em até 30% dos casos. A suspeita clínica é fundamental, especialmente em áreas endêmicas e após exposição a carrapatos. O tratamento da febre maculosa deve ser iniciado empiricamente com doxiciclina o mais precocemente possível, sem aguardar a confirmação laboratorial, pois o atraso aumenta drasticamente a mortalidade. A duração usual é de sete dias ou até três dias após a defervescência. O cloranfenicol é uma alternativa, mas a doxiciclina é preferível. A prevenção envolve evitar áreas infestadas por carrapatos e remover carrapatos aderidos rapidamente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais vetores da febre maculosa no Brasil?

No Brasil, o principal vetor da febre maculosa é o carrapato-estrela (Amblyomma sculptum, anteriormente Amblyomma cajennense), que transmite a Rickettsia rickettsii. Outras espécies de carrapatos podem transmitir outras rickettsias, como a Rickettsia parkeri.

Por que a febre maculosa é considerada uma doença de alta letalidade?

A febre maculosa possui alta letalidade (até 55%) devido à sua apresentação inicial inespecífica, que pode atrasar o diagnóstico e o início do tratamento específico. A progressão rápida para formas graves, com vasculite sistêmica e disfunção de múltiplos órgãos, contribui para essa alta mortalidade.

Qual é o tratamento de escolha para febre maculosa e por quanto tempo deve ser mantido?

A doxiciclina é o tratamento de escolha para febre maculosa, independentemente da idade, e deve ser iniciada o mais rápido possível. O tratamento geralmente é mantido por sete dias ou por pelo menos três dias após o término da febre, o que ocorrer por último.

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