HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2023
Ocorre predominantemente no oeste da África, tem como principais reservatórios roedores como MastomyShuberti, sendo a maioria dos casos leve ou subclínica, podendo apresentar sangramento de mucosas em 17% dos casos e proteinúria em 43%:
Febre Hemorrágica Viral endêmica no Oeste da África, transmitida por roedores (Mastomys), com proteinúria e sangramentos mucosos → Febre de Lassa.
A Febre de Lassa é uma febre hemorrágica viral endêmica no oeste da África, transmitida por roedores do gênero Mastomys, caracterizada por ser predominantemente leve, mas com potencial de sangramento de mucosas e proteinúria em casos mais graves.
A Febre de Lassa é uma febre hemorrágica viral aguda, endêmica em várias regiões do oeste da África, incluindo Nigéria, Libéria, Serra Leoa e Guiné. É causada pelo vírus Lassa, um arenavírus, e é considerada uma zoonose, com o roedor Mastomys natalensis (rato-multimamário) sendo o principal reservatório natural do vírus. A transmissão para humanos ocorre principalmente através do contato com alimentos ou utensílios domésticos contaminados com urina ou fezes de roedores infectados, ou pela inalação de aerossóis. A maioria dos casos de Febre de Lassa é leve ou assintomática, o que dificulta o controle da doença. No entanto, em cerca de 15-20% dos pacientes hospitalizados, a doença pode progredir para uma forma grave, com manifestações como sangramento de mucosas (gengivas, nariz, trato gastrointestinal) em aproximadamente 17% dos casos e proteinúria em 43%, indicando envolvimento renal. Outros sintomas incluem febre, mal-estar, cefaleia, dor muscular e, em casos graves, edema facial, derrame pleural e choque. O diagnóstico precoce é fundamental, e o tratamento com o antiviral ribavirina é mais eficaz quando iniciado nos primeiros dias da doença. Medidas de controle de roedores e práticas de higiene são importantes para prevenir a transmissão. A Febre de Lassa é um desafio de saúde pública na região, e o conhecimento de suas características epidemiológicas e clínicas é essencial para profissionais de saúde.
A transmissão ocorre principalmente pelo contato com urina ou fezes de roedores infectados (Mastomys natalensis), ou pela inalação de aerossóis contendo partículas virais, além de contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas.
A maioria dos casos é assintomática ou leve, com febre, mal-estar, cefaleia e dor muscular. Em casos mais graves, pode haver sangramento de mucosas, proteinúria, dor abdominal, vômitos e, em casos extremos, choque e morte.
Sim, o antiviral ribavirina é eficaz se administrado precocemente na fase inicial da doença. O tratamento de suporte é fundamental para manejar as complicações.
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