UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2022
Lactente de 40 dias é levado ao pronto-socorro com história de febre de 39ºC há 36 horas e recusa alimentar. Encontra-se em regular estado geral, hiperemia timpânica à direita, frequência cardíaca em torno 120bpm e ausculta pulmonar normal. A melhor conduta é:
Lactente < 3 meses com febre (≥38°C) → sempre investigar infecção bacteriana grave e iniciar ATB empírica.
Lactentes jovens, especialmente abaixo de 3 meses, possuem sistema imunológico imaturo e maior risco de infecção bacteriana grave (IBG) com apresentação atípica. A febre é um sinal de alerta que exige investigação completa (hemocultura, urocultura, líquor) e antibioticoterapia empírica imediata, mesmo na presença de um foco aparente como otite.
A febre em lactentes com menos de 3 meses de idade é uma condição que exige atenção imediata e uma abordagem diagnóstica e terapêutica agressiva. Devido à imaturidade do sistema imunológico, esses pacientes têm um risco significativamente maior de desenvolver infecções bacterianas graves (IBG), como sepse, meningite e pielonefrite, que podem ter apresentações clínicas atípicas e progredir rapidamente para desfechos desfavoráveis. A epidemiologia mostra que uma porcentagem considerável desses lactentes pode ter uma IBG, mesmo na ausência de sinais focais claros. A fisiopatologia da resposta febril em lactentes é diferente da de crianças mais velhas, tornando a febre um sinal menos específico, mas mais preocupante. A conduta inicial envolve a internação hospitalar para observação e investigação completa, que inclui exames laboratoriais como hemograma, proteína C reativa, hemoculturas, urocultura e, dependendo do protocolo e estado geral, punção lombar. A antibioticoterapia empírica de amplo espectro deve ser iniciada prontamente após a coleta das culturas, cobrindo os patógenos mais comuns para essa faixa etária, como Streptococcus agalactiae, Escherichia coli e Listeria monocytogenes. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e início do tratamento. A decisão de internar, investigar e iniciar antibioticoterapia é a mais segura e recomendada para garantir a melhor chance de recuperação e minimizar o risco de complicações graves. A alta hospitalar só deve ser considerada após exclusão de IBG e melhora clínica, com acompanhamento ambulatorial rigoroso. É um tema crítico para residentes, pois a falha em reconhecer e tratar adequadamente pode ter consequências devastadoras.
Além da febre, sinais como letargia, irritabilidade, recusa alimentar, choro inconsolável, alteração da perfusão e dificuldade respiratória são alarmantes. Em lactentes jovens, a apresentação pode ser sutil e inespecífica.
Devido à imaturidade imunológica, lactentes < 3 meses têm alto risco de progressão rápida para sepse e meningite. A internação permite monitoramento rigoroso e a antibioticoterapia empírica precoce pode ser vital para prevenir desfechos graves.
A investigação completa inclui hemograma, hemocultura, urocultura (por cateter ou punção suprapúbica), e em muitos casos, punção lombar para análise do líquor, além de radiografia de tórax se houver sintomas respiratórios.
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