Unioeste/HUOP - Hospital Universitário do Oeste do Paraná - Cascavel (PR) — Prova 2015
Lactente de dois meses, previamente saudável em bom estado geral, com história de febre (T 38 °C) há três dias, sem outras alterações, é levado à consulta médica. Após história completa e em exame físico rigoroso, não se detectam elementos para firmar um diagnóstico. A conduta CORRETA frente a esse quadro consiste em:
Lactente < 3 meses com febre sem foco → Internação, exames e ATB empírica imediata.
Lactentes jovens (< 3 meses) com febre sem foco aparente têm alto risco de infecção bacteriana grave, mesmo com bom estado geral. Devido à imaturidade imunológica e à apresentação clínica inespecífica, a conduta padrão é internação, investigação completa e antibioticoterapia empírica.
A febre em lactentes jovens, especialmente aqueles com menos de 3 meses de idade, é uma condição que exige atenção imediata e uma abordagem agressiva devido ao elevado risco de infecção bacteriana grave (IBG), incluindo sepse, meningite e infecção do trato urinário. A imaturidade do sistema imunológico e a apresentação clínica muitas vezes inespecífica tornam o exame físico "pobre" e pouco confiável para descartar IBG. A conduta padrão para um lactente febril com menos de 3 meses, mesmo que em bom estado geral e sem foco aparente, é a internação hospitalar. Isso permite uma investigação diagnóstica completa, que inclui hemograma, marcadores inflamatórios (PCR, procalcitonina), culturas de sangue e urina, e, em muitos casos, punção lombar para análise do líquor. A radiografia de tórax pode ser considerada se houver sinais respiratórios. Simultaneamente à coleta de exames, a antibioticoterapia empírica de largo espectro deve ser iniciada sem demora. As opções comuns incluem cefalosporinas de terceira geração (como ceftriaxona ou cefotaxima), com a possível adição de ampicilina para cobertura de Listeria monocytogenes em neonatos. A decisão de descontinuar os antibióticos ou de alta hospitalar é baseada nos resultados das culturas e na evolução clínica do paciente.
Lactentes menores de 3 meses possuem um sistema imunológico imaturo e podem apresentar infecções bacterianas graves (como sepse, meningite) com sinais clínicos sutis e inespecíficos, tornando a avaliação e intervenção rápidas cruciais.
Hemograma completo, proteína C reativa (PCR), hemocultura, urocultura (por cateter ou punção suprapúbica), e, dependendo da idade e avaliação clínica, líquor (punção lombar) e radiografia de tórax.
Geralmente, uma cefalosporina de terceira geração (ex: ceftriaxona ou cefotaxima) é utilizada, podendo ser associada a ampicilina para cobertura de Listeria monocytogenes em neonatos (< 28 dias).
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