HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2022
Menino, com 1 mês e 18 dias de idade, foi levado ao pronto-socorro por dois episódios de febre de 38,5ºC há 1 dia. Os pais negam qualquer outro sintoma. Sem antecedentes mórbidos no período neonatal, teste do pezinho normal e vacinas em dia. Ao exame clínico, o paciente encontra-se febril, ativo, anictérico, hidratado, corado, fontanela anterior normotensa, sem lesões de pele, sem alterações na avaliação cardíaca e respiratória. Considerando o caso acima, assinale a alternativa correta:
Lactente < 3 meses com febre (38.5°C) → Rastreio infeccioso completo e internação para ATB empírico.
Lactentes com menos de 3 meses de idade que apresentam febre (temperatura retal ≥ 38°C) são considerados de alto risco para infecção bacteriana grave, mesmo na ausência de outros sintomas. A conduta inicial deve ser agressiva, incluindo um rastreio infeccioso completo e internação para antibioticoterapia empírica intravenosa até que uma infecção bacteriana grave seja excluída.
A febre em lactentes jovens, especialmente aqueles com menos de 3 meses de idade, é uma preocupação pediátrica significativa e uma das principais causas de internação hospitalar nessa faixa etária. Devido à imaturidade do sistema imunológico e à apresentação clínica muitas vezes inespecífica, esses pacientes têm um risco elevado de infecção bacteriana grave (IBG), como sepse, meningite, bacteremia oculta e infecção do trato urinário. A avaliação de um lactente febril deve ser rápida e abrangente. Mesmo na ausência de sinais de toxicidade ou foco infeccioso aparente, a conduta padrão inclui um rastreio infeccioso completo, que geralmente abrange hemograma, proteína C reativa (PCR), hemocultura, exame de urina e urocultura. A punção lombar para análise do líquor é frequentemente recomendada para excluir meningite, especialmente em lactentes com menos de 28 dias ou naqueles com sinais de toxicidade. Após a coleta dos exames, a internação hospitalar com início de antibioticoterapia empírica de amplo espectro é a conduta mais segura, até que os resultados das culturas excluam uma IBG. A alta sem antibioticoterapia, mesmo com exames iniciais normais, e a reavaliação diária, como sugerido na alternativa D, é uma abordagem mais conservadora que pode ser considerada em alguns protocolos de baixo risco para lactentes entre 29 e 60 dias de vida, mas sempre com acompanhamento rigoroso e reavaliação dos resultados das culturas.
A conduta inicial para um lactente com menos de 3 meses e febre deve incluir um rastreio infeccioso completo (hemograma, PCR, hemocultura, exame de urina, urocultura e, em muitos casos, líquor), internação hospitalar e início de antibioticoterapia empírica intravenosa de amplo espectro, até a exclusão de infecção bacteriana grave.
A febre em lactentes jovens é considerada uma emergência devido à imaturidade do sistema imunológico, à dificuldade em localizar o foco infeccioso e ao alto risco de infecções bacterianas graves e rapidamente progressivas, como sepse e meningite, que podem ter desfechos devastadores se não tratadas prontamente.
O rastreio infeccioso em um lactente febril geralmente inclui hemograma completo, proteína C reativa (PCR), hemocultura, exame de urina e urocultura. Em muitos protocolos, a punção lombar para análise do líquor também é indicada, especialmente em lactentes muito jovens ou com sinais de toxicidade.
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