HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2022
Lactente de 40 dias é levado ao pronto-socorro com história de febre de 39ºC há 36 horas e recusa alimentar. Encontra-se em regular estado geral, hiperemia timpânica à direita, frequência cardíaca em torno 120bpm e ausculta pulmonar normal. A melhor conduta é:
Lactente < 3 meses com febre (≥38°C) = alto risco de infecção bacteriana grave → internação e investigação completa.
Lactentes jovens, especialmente < 3 meses, com febre, são considerados de alto risco para infecção bacteriana grave (IBG) devido à imaturidade do sistema imunológico e à apresentação atípica das infecções. A conduta inicial deve ser internação hospitalar para investigação completa (hemocultura, urocultura, líquor se indicado) e início de antibioticoterapia empírica de amplo espectro.
A febre em lactentes com menos de 3 meses de idade é uma condição que exige atenção imediata e rigorosa devido ao elevado risco de infecção bacteriana grave (IBG), incluindo sepse, meningite e pielonefrite. A incidência de IBG nessa faixa etária pode variar de 5% a 15%, e a apresentação clínica é frequentemente atípica e inespecífica, dificultando o diagnóstico precoce. A imaturidade do sistema imunológico do lactente impede uma resposta inflamatória robusta, mascarando os sinais clássicos de infecção e aumentando a probabilidade de rápida deterioração clínica. O diagnóstico de IBG em lactentes febris requer uma abordagem sistemática e agressiva. A investigação deve incluir hemograma completo, proteína C reativa (PCR), procalcitonina, hemocultura, urocultura e, em muitos casos, punção lombar para análise do líquido cefalorraquidiano (LCR), especialmente em neonatos ou lactentes com sinais de toxicidade. A decisão de realizar todos esses exames depende da idade exata do lactente e da presença de fatores de risco ou sinais de alarme, seguindo protocolos como os de Rochester, Boston ou Filadélfia, que estratificam o risco. A conduta inicial para um lactente febril com menos de 3 meses é a internação hospitalar e o início imediato de antibioticoterapia empírica intravenosa de amplo espectro, geralmente cobrindo patógenos comuns como Streptococcus agalactiae, Escherichia coli e Listeria monocytogenes (em neonatos). A escolha do antibiótico pode incluir ampicilina associada a gentamicina ou cefotaxima. O tratamento é ajustado conforme os resultados das culturas e a evolução clínica, visando minimizar a morbidade e mortalidade associadas às infecções bacterianas graves nessa população vulnerável.
Sinais de alerta incluem febre persistente (>38°C), irritabilidade, letargia, recusa alimentar, choro inconsolável, dificuldade respiratória, pele marmórea ou cianose. Em lactentes jovens, a apresentação pode ser sutil e inespecífica.
A conduta inicial para um lactente < 3 meses com febre é internação hospitalar, coleta de exames para investigação de infecção bacteriana grave (hemocultura, urocultura, líquor se indicado) e início de antibioticoterapia empírica intravenosa de amplo espectro.
Lactentes jovens possuem um sistema imunológico imaturo, com menor capacidade de localizar infecções e produzir resposta inflamatória eficaz. Isso os torna mais suscetíveis a infecções sistêmicas e à rápida progressão para sepse.
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