PMSO - Prefeitura Municipal de Sorocaba (SP) — Prova 2021
Criança de 2 meses com febre de 38,7° procura a Unidade Básica de Saúde (UBS) em uma consulta de demanda espontânea. Sua mãe está muito preocupada, conta que ele é seu primeiro filho e não sabe o que fazer. Ela nega outros sintomas além da febre. Conta que o bebê está com bom ganho de peso, em aleitamento materno exclusivo. Refere que a gestação foi sem intercorrências, parto normal, de 40 semanas. O exame clínico está sem alterações e ela está sem febre no momento. Qual seria a melhor conduta?
Lactente < 3 meses com febre, mesmo com bom estado geral, requer investigação para infecção bacteriana grave (hemograma, urina) em serviço de urgência.
Febre em lactentes jovens (< 3 meses) é um sinal de alerta para infecção bacteriana grave, mesmo na ausência de outros sintomas. A conduta inicial é encaminhamento para serviço de urgência para investigação laboratorial, como hemograma e triagem urinária.
A febre em lactentes menores de 3 meses é uma condição que sempre exige atenção e investigação rigorosa devido ao alto risco de infecção bacteriana grave (IBG) e bacteremia oculta. O sistema imunológico imaturo desses bebês os torna vulneráveis, e a apresentação clínica pode ser sutil, sem sinais localizados evidentes, dificultando o diagnóstico precoce. Mesmo um lactente com bom estado geral e sem outros sintomas, como o descrito na questão, deve ser encaminhado a um serviço de urgência para avaliação completa. A conduta inicial inclui a coleta de exames laboratoriais como hemograma completo, proteína C reativa (PCR) e exame de urina com urocultura. A decisão de realizar punção lombar ou radiografia de tórax dependerá da avaliação de risco individual e dos resultados dos exames iniciais. O objetivo é identificar e tratar precocemente qualquer IBG para prevenir complicações graves como sepse e meningite. A reavaliação contínua e a comunicação clara com os pais são fundamentais. A antibioticoterapia empírica pode ser iniciada após a coleta de culturas, dependendo do protocolo local e da avaliação do risco de IBG.
Lactentes jovens possuem um sistema imunológico imaturo e podem não apresentar sinais localizados de infecção, aumentando o risco de infecção bacteriana grave e bacteremia oculta, que podem progredir rapidamente para sepse.
Inicialmente, são indicados hemograma completo com diferencial, proteína C reativa (PCR), e exame de urina com urocultura. Em casos de maior risco ou sinais de toxicidade, pode-se considerar punção lombar e radiografia de tórax.
A observação domiciliar é geralmente segura para lactentes maiores de 3 meses, com bom estado geral, sem sinais de toxicidade e com foco infeccioso viral claro. Para menores de 3 meses, a investigação hospitalar é quase sempre necessária.
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