SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Qual a principal recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) para o manejo da febre em crianças?
Febre em crianças → Foco no conforto e estado geral, não apenas no termômetro.
A febre é um mecanismo de defesa; o tratamento medicamentoso deve priorizar o alívio do mal-estar da criança em vez da normalização da temperatura.
A febre é uma das causas mais comuns de consulta em prontos-socorros pediátricos, gerando grande ansiedade nos cuidadores ('fobofobia febril'). A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) enfatiza que a febre é uma resposta adaptativa benéfica que auxilia no combate a infecções. O papel do pediatra é educar a família sobre os sinais de alerta (como alteração do nível de consciência, manchas na pele ou dificuldade respiratória) e desmistificar a necessidade de baixar a temperatura a qualquer custo. O foco deve ser sempre o estado clínico global da criança.
A medicação antipirética deve ser utilizada quando a febre está associada a desconforto evidente, irritabilidade, choro excessivo ou prostração. Não existe um valor de corte rígido (como 37,8°C ou 38°C) que obrigue o uso de remédios se a criança estiver ativa e bem disposta.
Não. Estudos demonstram que o uso de antipiréticos não previne a ocorrência de convulsão febril em crianças predispostas. A convulsão febril está mais relacionada à velocidade de subida da temperatura e à predisposição genética do que ao pico febril em si.
Recomenda-se manter a criança em ambiente arejado, com roupas leves e oferecer oferta hídrica abundante. Medidas físicas como banhos mornos podem ser usadas apenas se causarem conforto, mas nunca banhos frios ou álcool, que são contraindicados.
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