UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2020
Assinale a assertiva correta sobre febre na infância.
Antitérmicos ↓ temperatura, mas NÃO previnem convulsão febril; banhos com álcool ou água fria são contraindicados.
A principal função dos antitérmicos é aliviar o desconforto da criança, não a prevenção de convulsões febris, que são um fenômeno multifatorial. Métodos físicos como banhos frios ou com álcool são ineficazes e podem ser prejudiciais, causando hipotermia ou intoxicação.
A febre na infância é um dos motivos mais comuns de consulta pediátrica, gerando grande ansiedade nos pais e cuidadores. É definida como temperatura axilar acima de 37,8°C. Sua importância clínica reside na identificação de causas subjacentes, que podem variar de infecções virais autolimitadas a condições bacterianas graves. O manejo adequado visa principalmente o conforto da criança, e não a normalização absoluta da temperatura. A fisiopatologia da febre envolve a liberação de pirógenos endógenos que atuam no hipotálamo, elevando o ponto de ajuste térmico. O diagnóstico da causa da febre requer uma avaliação clínica completa, considerando idade, sintomas associados, estado geral e fatores de risco. Antitérmicos como paracetamol e ibuprofeno são eficazes para reduzir a temperatura e melhorar o bem-estar, mas não alteram o curso da doença de base. O tratamento da febre deve focar no alívio sintomático e na investigação da etiologia. É crucial educar os pais sobre os mitos da febre, como a crença de que temperaturas muito altas causam danos cerebrais permanentes (exceto em casos de hipertermia maligna ou insolação grave) ou que antitérmicos previnem convulsões febris. A alternância de antitérmicos não é recomendada rotineiramente devido ao risco de erros de dose e toxicidade.
O objetivo principal é aliviar o desconforto da criança, como irritabilidade e mialgia, e não a redução da temperatura a um valor específico ou a prevenção de convulsões febris.
Não, banhos frios ou com álcool são contraindicados. Eles podem causar desconforto, calafrios, aumento do consumo de oxigênio e, no caso do álcool, intoxicação. O esponjamento com água morna pode ser considerado apenas em casos de hipertermia grave refratária a antitérmicos.
Não, estudos demonstram que o uso de antitérmicos não previne a ocorrência de convulsões febris, que são eventos relacionados à velocidade de elevação da temperatura e à predisposição genética da criança.
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