Febre Hemorrágica Viral: Achados Chave e Diferenciais

SMS São José dos Pinhais - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2015

Enunciado

A síndrome de Febre Hemorrágica Viral (FHV) constitui uma variedade de achados baseados na instabilidade vascular e redução da integridade vascular levando à diminuição da pressão arterial e choque. É correto afirmar:

Alternativas

  1. A) Síndrome pulmonar por Hantavírus é acompanhada por sinais conjuntivais e cutâneos de origem vascular.
  2. B) A febre hemorrágica causada pela Febre Amarela é tipicamente acompanhada por necrose hepática.
  3. C) Achados laboratoriais na infecção pelo Ebola é de níveis normais de alanina e aspartato-aminotransferase. 
  4. D) A suscetibilidade à febre hemorrágica da Dengue aumenta consideravelmente após os 12 anos.
  5. E) Poucas síndromes de febre hemorrágica iniciam com febre e mialgia, geralmente de início abrupto.

Pérola Clínica

Febre Amarela hemorrágica → necrose hepática (corpos de Councilman) e icterícia.

Resumo-Chave

A Febre Amarela, uma das Febres Hemorrágicas Virais, é classicamente associada a necrose hepática centrolobular, que se manifesta clinicamente como icterícia e pode levar à insuficiência hepática fulminante, sendo um achado patognomônico em casos graves.

Contexto Educacional

As Síndromes de Febre Hemorrágica Viral (FHV) são um grupo de doenças causadas por diferentes famílias de vírus RNA, caracterizadas por febre, mialgia, cefaleia e, em casos graves, disfunção vascular, hemorragias e choque. A patogenia comum envolve danos ao endotélio vascular, levando a aumento da permeabilidade capilar, extravasamento plasmático e coagulopatias, resultando em hipotensão e choque. Cada FHV, no entanto, possui particularidades. A Febre Amarela, causada por um Flavivírus, é notória pelo seu tropismo hepático, resultando em necrose centrolobular característica e a formação dos 'corpos de Councilman'. Clinicamente, isso se manifesta como icterícia, que dá nome à doença, e pode levar à insuficiência hepática fulminante. Em contraste, a Síndrome Pulmonar por Hantavírus (SPH) afeta principalmente os pulmões, causando edema pulmonar não cardiogênico, enquanto a Dengue Hemorrágica é marcada por extravasamento plasmático e choque, e a suscetibilidade não aumenta após os 12 anos, mas sim em reinfecções. O Ebola, um Filovírus, causa disfunção endotelial grave, coagulopatia e elevação de transaminases, mas não necessariamente necrose hepática como a Febre Amarela. O diagnóstico das FHV é feito por métodos laboratoriais (PCR, sorologia) e o tratamento é principalmente de suporte, visando manter a estabilidade hemodinâmica e controlar as complicações. A prevenção, quando disponível (como a vacina para Febre Amarela), é crucial. O reconhecimento precoce das características específicas de cada FHV é fundamental para o manejo adequado e para a saúde pública.

Perguntas Frequentes

Quais são as manifestações clínicas típicas da Febre Amarela grave?

A Febre Amarela grave, ou febre amarela hemorrágica, é caracterizada pela tríade clássica de febre, icterícia e hemorragias. Outras manifestações incluem dor muscular, cefaleia, vômitos, bradicardia relativa (sinal de Faget), insuficiência renal e choque.

Como a necrose hepática se manifesta na Febre Amarela?

A necrose hepática na Febre Amarela é predominantemente centrolobular e se manifesta clinicamente por icterícia (daí o nome 'amarela'), elevação acentuada de transaminases, e pode evoluir para insuficiência hepática fulminante, com coagulopatia e encefalopatia.

Quais são as diferenças patogênicas entre as principais Febres Hemorrágicas Virais?

As FHVs compartilham a instabilidade vascular, mas diferem no tropismo. A Febre Amarela e Dengue são Flavivírus, com a primeira causando necrose hepática e a segunda, extravasamento plasmático. Hantavírus causa síndrome cardiopulmonar ou renal. Ebola e Marburg (Filovírus) causam disfunção endotelial e coagulopatia grave.

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