FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2015
Sobre as febres hemorrágicas por vírus, é correto afirmar:
Ebola: período incubação 3-21 dias, erupção maculopapular precoce e CID são comuns.
A febre hemorrágica por Ebola é caracterizada por um período de incubação variável, mas a presença de erupção cutânea maculopapular e a alta frequência de Coagulação Intravascular Disseminada (CID) são achados clínicos importantes para o diagnóstico e manejo.
As febres hemorrágicas virais representam um grupo de doenças graves com alta letalidade, causadas por diferentes vírus como Ebola, Dengue, Hantavírus e Febre Amarela. O conhecimento das particularidades de cada uma, incluindo período de incubação, manifestações clínicas e complicações, é fundamental para o diagnóstico diferencial e manejo adequado, especialmente em contextos de surtos ou viagens. A febre hemorrágica por Ebola, causada pelo ebolavírus, é uma doença aguda e grave. Seu período de incubação varia de 3 a 21 dias. As manifestações clínicas iniciais são inespecíficas, mas a progressão da doença pode incluir erupções cutâneas maculopapulares, hemorragias e disfunção de múltiplos órgãos. A Coagulação Intravascular Disseminada (CID) é uma complicação frequente e grave, contribuindo para a alta mortalidade. O manejo de pacientes com febre hemorrágica por Ebola é complexo e exige isolamento rigoroso, suporte intensivo e tratamento sintomático. A vigilância epidemiológica e a rápida identificação de casos são cruciais para conter a propagação. Para residentes, é vital compreender as diferenças entre as febres hemorrágicas, evitando equívocos diagnósticos que podem atrasar a intervenção e comprometer o prognóstico.
Os sinais precoces da febre hemorrágica por Ebola incluem febre súbita, fadiga intensa, mialgia, cefaleia e dor de garganta. Uma erupção cutânea maculopapular no tronco ou rosto pode ser uma apresentação precoce.
O período de incubação do vírus Ebola varia de 3 a 21 dias, com uma média de 8 a 10 dias.
A CID é comum na infecção por Ebola devido à extensa replicação viral e à resposta inflamatória sistêmica, que ativam a cascata de coagulação e levam ao consumo de fatores de coagulação e plaquetas, resultando em sangramentos e tromboses.
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