Febre Faringoconjuntival: Características e Diagnóstico

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2025

Enunciado

Com relação à conjuntivite adenoviral na febre faringoconjuntival, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) Acomete mais frequentemente adultos, e linfadenopatia pré-auricular é achado raro.
  2. B) A ceratite, quando ocorre, tende a ser leve, e tanto o aparecimento de infiltrados subepiteliais quanto de pseudomembranas conjuntivais são incomuns no decorrer da infecção.
  3. C) Ao final da primeira semana da infecção, formam-se os infiltrados subepiteliais, e, em seguida, entre o décimo e décimo quarto dia, as pseudomembranas frequentemente aparecem, em maior número no primeiro olho a ser infectado.
  4. D) O quadro clínico é caracterizado por dor de garganta, febre e diarreia associadas à conjuntivite papilar bilateral, geralmente em crianças.

Pérola Clínica

Febre faringoconjuntival → Ceratite leve e infiltrados/pseudomembranas são incomuns.

Resumo-Chave

A febre faringoconjuntival, causada principalmente pelos sorotipos 3, 4 e 7 do adenovírus, apresenta quadro ocular mais brando que a ceratoconjuntivite epidêmica.

Contexto Educacional

A conjuntivite adenoviral é a causa mais comum de conjuntivite infecciosa no mundo. A febre faringoconjuntival é uma síndrome específica que combina conjuntivite folicular aguda com febre, faringite e linfadenopatia pré-auricular. Embora altamente contagiosa, a evolução ocular na febre faringoconjuntival é geralmente autolimitada e benigna. A ausência de infiltrados subepiteliais significativos e pseudomembranas ajuda a diferenciá-la da forma epidêmica, sendo fundamental o isolamento do paciente para evitar a propagação do vírus em ambientes escolares e familiares.

Perguntas Frequentes

Quais os principais sorotipos de adenovírus na febre faringoconjuntival?

A febre faringoconjuntival é classicamente associada aos sorotipos 3, 4 e 7 do adenovírus. Diferente da ceratoconjuntivite epidêmica (sorotipos 8, 19 e 37), ela costuma cursar com sintomas sistêmicos como febre e faringite, mas com manifestações oculares menos agressivas, apresentando ceratite leve e raramente formando pseudomembranas ou infiltrados subepiteliais persistentes.

Como diferenciar clinicamente as conjuntivites adenovirais?

A febre faringoconjuntival ocorre mais em crianças, associada a surtos em piscinas, com febre e dor de garganta. A ceratoconjuntivite epidêmica (EKC) é mais comum em adultos, tipicamente apenas ocular, mas com maior risco de formação de pseudomembranas, hemorragias subconjuntivais e infiltrados corneanos numulares que podem reduzir a acuidade visual por meses.

Qual o tratamento para a conjuntivite adenoviral?

O tratamento é primariamente de suporte, incluindo compressas frias e lubrificantes oculares sem conservantes. O uso de corticoides tópicos é controverso e reservado para casos com pseudomembranas ou infiltrados subepiteliais que comprometam a visão, devendo ser monitorado devido ao risco de prolongamento da replicação viral e aumento da pressão intraocular.

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