HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2022
Considerando-se quadro febril no paciente com doença falciforme, é correto afirmar que:
Febre em falcêmico <3 anos com T >38,3°C → internação imediata e ATB empírica devido ao risco de sepse.
Pacientes com doença falciforme, especialmente crianças pequenas, são imunocomprometidos funcionalmente (asplenia funcional) e têm alto risco de infecções bacterianas graves, como sepse e meningite. A febre deve ser tratada como uma emergência médica, com internação e antibioticoterapia empírica precoce.
A doença falciforme é uma hemoglobinopatia hereditária que predispõe a diversas complicações, sendo as infecções bacterianas uma das principais causas de morbimortalidade, especialmente na infância. A febre em um paciente falcêmico é considerada uma emergência médica devido ao risco elevado de sepse e outras infecções invasivas, como meningite e osteomielite, que podem ser rapidamente fatais. A asplenia funcional, que se desenvolve precocemente, compromete a defesa contra bactérias encapsuladas. A fisiopatologia da asplenia funcional resulta da oclusão dos vasos esplênicos pelos eritrócitos falciformes, levando à atrofia do baço. Isso impede a filtração de bactérias e a produção adequada de anticorpos. O diagnóstico de febre em falcêmicos exige uma avaliação rápida e completa para identificar a fonte da infecção. A suspeita de sepse deve ser alta, especialmente em crianças menores de 3 anos, que têm um sistema imunológico ainda imaturo e maior vulnerabilidade. Critérios de internação são rigorosos: todos os pacientes falcêmicos com febre (temperatura superior a 38,3°C) devem ser internados, e essa recomendação é ainda mais enfática para menores de 3 anos. O tratamento deve ser iniciado imediatamente com antibioticoterapia empírica parenteral de amplo espectro, cobrindo os patógenos mais comuns (ex: Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, Salmonella spp.), mesmo antes dos resultados das culturas. A punção lombar para cultura de líquor é indicada em casos específicos, como sinais meníngeos ou idade muito jovem. O prognóstico depende da rapidez do reconhecimento e tratamento. Pontos de atenção incluem a importância da vacinação (pneumococo, Haemophilus) e da profilaxia com penicilina em crianças para reduzir o risco de infecções.
Pacientes com doença falciforme, especialmente crianças, desenvolvem asplenia funcional, tornando-os altamente suscetíveis a infecções bacterianas invasivas por germes encapsulados, como Streptococcus pneumoniae, que podem progredir rapidamente para sepse.
A conduta inicial inclui avaliação rápida, coleta de culturas (sangue, urina, líquor se indicado) e início imediato de antibioticoterapia empírica de amplo espectro, geralmente parenteral, antes mesmo dos resultados das culturas.
Todos os pacientes falcêmicos com febre (temperatura > 38,3°C) devem ser internados para investigação e tratamento, especialmente crianças menores de 3 anos, devido ao alto risco de sepse e outras complicações graves.
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