UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2022
Assinale a assertiva correta sobre febre em criança.
Febrefobia = uso combinado/alternado de antipiréticos ↑ risco efeitos adversos, sem benefício extra.
A febrefobia leva à prática incorreta de alternar ou combinar antipiréticos, o que não aumenta a eficácia na redução da temperatura e eleva o risco de toxicidade medicamentosa, como overdose ou efeitos gastrointestinais e renais. O foco deve ser no conforto da criança, não apenas na normalização da temperatura.
A febre em crianças é um dos principais motivos de consulta pediátrica e frequentemente gera ansiedade nos pais, um fenômeno conhecido como febrefobia. É crucial que médicos e residentes compreendam o manejo adequado, focando no conforto do paciente e desmistificando crenças populares. A febre é uma resposta fisiológica a infecções ou inflamações, e seu principal objetivo é sinalizar um processo subjacente, não sendo por si só uma doença perigosa na maioria dos casos. O diagnóstico da causa da febre deve ser guiado por outros sinais e sintomas, e a persistência da recusa alimentar após antipirético não é um critério fidedigno para diferenciar etiologias virais de bacterianas. Medidas físicas como compressas frias são desaconselhadas por causarem desconforto e tremores, enquanto esponjar com água morna pode ser útil, mas com efeito transitório. O uso de dois antipiréticos diferentes em combinação ou alternadamente é uma prática comum, mas não recomendada, pois aumenta o risco de efeitos adversos sem benefício adicional na redução da temperatura. O tratamento da febre visa primariamente o alívio do desconforto da criança. A administração de um único antipirético, como paracetamol ou ibuprofeno, na dose e intervalo corretos, é a abordagem padrão. É importante educar os pais sobre os riscos da superdosagem e a importância de observar outros sinais de alerta. O risco de dano neurológico por febre em crianças saudáveis é baixo, mesmo com temperaturas elevadas, e a preocupação excessiva com a temperatura em si pode levar a práticas inadequadas de tratamento.
Alternar ou combinar antipiréticos aumenta o risco de superdosagem, efeitos adversos como toxicidade hepática (paracetamol) ou renal/gástrica (ibuprofeno), e não oferece benefício superior na redução da febre ou melhora do conforto.
A conduta inicial envolve a administração de um único antipirético na dose correta, como paracetamol ou ibuprofeno, e medidas de conforto como roupas leves e ambiente fresco. O objetivo é aliviar o desconforto, não necessariamente normalizar a temperatura.
A febre por si só raramente causa dano neurológico em crianças saudáveis, exceto em casos de hipertermia extrema (>41ºC) ou convulsões febris, que geralmente são benignas. O risco de dano neurológico não aumenta significativamente com temperaturas axilares acima de 39ºC.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo