Unioeste/HUOP - Hospital Universitário do Oeste do Paraná - Cascavel (PR) — Prova 2015
Com relação às doenças emergentes e reemergentes no Brasil, assinale a alternativa CORRETA:
Febre Chikungunya: Endêmica na África/Ásia, casos autóctones nas Américas desde 2013, OMS considerou grave em 2014.
A febre Chikungunya, embora endêmica na África e Ásia, teve seus primeiros casos autóctones identificados nas Américas no final de 2013, com a OMS declarando a situação como grave em 2014, marcando sua emergência na região.
As doenças emergentes e reemergentes representam um desafio constante para a saúde pública global e brasileira. Doenças emergentes são aquelas cuja incidência em humanos aumentou nas últimas duas décadas ou que ameaçam aumentar no futuro próximo, enquanto as reemergentes são doenças conhecidas que, após um período de declínio, voltam a apresentar aumento significativo de casos. A febre Chikungunya é um exemplo clássico de doença emergente nas Américas. Endêmica na África e Ásia, o vírus foi detectado pela primeira vez com transmissão autóctone nas Américas no final de 2013, no Caribe, e rapidamente se espalhou, com a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificando a situação como grave em 2014 devido à sua rápida disseminação e impacto na saúde pública. Para residentes, é fundamental estar atualizado sobre a epidemiologia dessas doenças, seus vetores, manifestações clínicas e manejo. A capacidade de identificar e notificar casos suspeitos de doenças emergentes e reemergentes é vital para a vigilância epidemiológica e para a implementação de medidas de controle que visam proteger a saúde da população.
É uma arbovirose transmitida por Aedes aegypti e Aedes albopictus, causando febre alta, artralgia intensa e poliartrite, muitas vezes incapacitante, que pode persistir por meses.
O vírus foi introduzido nas Américas, provavelmente por viajantes infectados, e encontrou um vetor competente (Aedes spp.) e uma população suscetível, levando à rápida disseminação e estabelecimento de transmissão autóctone.
O monitoramento é crucial para a saúde pública, permitindo a detecção precoce de surtos, implementação de medidas de controle, desenvolvimento de vacinas e terapias, e prevenção de epidemias.
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