Febre Chikungunya no Brasil: Entenda o Surto Epidêmico

UFS/HU - Hospital Universitário de Sergipe - Aracaju (SE) — Prova 2015

Enunciado

Até o dia 11 de outubro de 2014, o Ministério da Saúde registrou 337 casos de Febre Chikungunya no Brasil, sendo 87 confirmados pro critério laboratorial e 250 por critério clínico-epidemiológico. Do total, são 38 casos importados de pessoas que viajaram para países com transmissão da doença, como República Dominicana, Haiti, Venezuela, Ilhas do Caribe e Guiana Francesa. Os outros 299 foram diagnosticados em pessoas sem registro de viagem internacional para países onde ocorre a transmissão. Desses casos, 17 foram registrados no município de Oiapoque (AP), 274 no município de Feira de Santana (BA), sete em Riachão do Jacuípe (Be 1 em Matozinhos (MG). Assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Está caracterizada uma Pandemia de Febre Chikungunya.
  2. B) Está caracterizado surto epidêmico de Febre Chikungunya no Brasil.
  3. C) Não há casos autóctones de Febre Chikungunya no Brasil.
  4. D) A Febre Chikungunya é endêmica no Brasil.

Pérola Clínica

Casos sem viagem internacional = transmissão local = surto epidêmico de Chikungunya.

Resumo-Chave

A presença de 299 casos de Febre Chikungunya em pessoas sem histórico de viagem internacional, distribuídos em diferentes municípios brasileiros, indica claramente a ocorrência de transmissão local do vírus, caracterizando um surto epidêmico no país.

Contexto Educacional

A Febre Chikungunya é uma arbovirose transmitida por mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, que causa febre alta e fortes dores articulares. Sua introdução e disseminação no Brasil representam um desafio significativo para a saúde pública, exigindo vigilância epidemiológica constante. O cenário descrito na questão, com 299 casos diagnosticados em pessoas sem registro de viagem internacional para áreas de transmissão, indica claramente a ocorrência de transmissão local do vírus. Esses são os chamados 'casos autóctones'. A concentração de casos em municípios como Feira de Santana (BA) e Oiapoque (AP) demonstra que a doença está se espalhando dentro do território nacional. A ocorrência de casos autóctones em múltiplos locais, superando o número esperado para a região e época, caracteriza um surto epidêmico. Não se trata de uma pandemia (que envolveria múltiplos continentes) nem de uma endemia (que implicaria presença constante e previsível da doença). A identificação de surtos é crucial para a implementação de medidas de controle e prevenção, como o combate ao mosquito vetor.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza um surto epidêmico de Febre Chikungunya?

Um surto epidêmico de Febre Chikungunya é caracterizado pela ocorrência de um número de casos acima do esperado para uma determinada área e período, com evidência de transmissão local (casos autóctones), como demonstrado pelos 299 casos sem histórico de viagem internacional.

Qual a diferença entre casos importados e autóctones de Chikungunya?

Casos importados são aqueles em que a infecção foi adquirida em outro local (país ou região) e o indivíduo viajou para a área atual. Casos autóctones são aqueles em que a infecção foi adquirida na própria área de residência ou onde o caso foi diagnosticado, indicando transmissão local do vírus.

A Febre Chikungunya é considerada endêmica no Brasil?

Não, a Febre Chikungunya não é considerada endêmica no Brasil no contexto descrito. A ocorrência de casos acima do esperado em várias localidades, com transmissão local recente, caracteriza um surto epidêmico, não uma situação de endemia (presença constante e previsível da doença).

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