Febre Q: Agente Etiológico e Transmissão

UNIRIO/HUGG - Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - Rio de Janeiro (RJ) — Prova 2021

Enunciado

A febre Q é causada por qual agente etiológico?

Alternativas

  1. A) Borrelia burgdorferi.
  2. B) Rickettsia ricketsii.
  3. C) Rhizopus arrhizus.
  4. D) Coxiella burnetti.
  5. E) Torulaspora delbrbrueckii.

Pérola Clínica

Febre Q = causada pela bactéria intracelular obrigatória Coxiella burnetti.

Resumo-Chave

A Febre Q é uma zoonose causada pela bactéria Coxiella burnetti, transmitida principalmente por aerossóis de animais infectados (ovelhas, cabras, gado). É uma doença de distribuição global, com manifestações clínicas variadas, desde assintomática até formas graves como pneumonia e endocardite. O diagnóstico requer sorologia ou PCR, e o tratamento de escolha é a doxiciclina.

Contexto Educacional

A Febre Q é uma doença zoonótica de distribuição mundial, causada pela bactéria intracelular obrigatória Coxiella burnetti. É considerada uma doença ocupacional, afetando principalmente pessoas que trabalham com animais de fazenda, como veterinários, fazendeiros e trabalhadores de abatedouros. A principal via de transmissão para humanos é a inalação de aerossóis contaminados com fezes, urina, leite ou produtos do parto de animais infectados, especialmente ovelhas, cabras e gado. A apresentação clínica da Febre Q é bastante variável. A maioria das infecções é assintomática ou subclínica. Quando sintomática, a forma aguda pode se manifestar como uma síndrome gripal inespecífica, pneumonia atípica (que pode ser grave) ou hepatite. A forma crônica é menos comum, mas mais grave, sendo a endocardite a complicação mais temida, especialmente em pacientes com valvopatias preexistentes ou imunocomprometidos. Outras manifestações crônicas incluem osteomielite, hepatite crônica e aneurismas infectados. O diagnóstico da Febre Q é desafiador devido à inespecificidade dos sintomas e à dificuldade de isolamento da bactéria em culturas de rotina. A sorologia (detecção de anticorpos IgM e IgG para C. burnetti) é o método diagnóstico mais comum, complementado por técnicas moleculares como PCR em casos de suspeita de doença aguda ou endocardite. O tratamento da Febre Q aguda é feito com doxiciclina. Para a forma crônica, o regime terapêutico é mais complexo e prolongado, frequentemente envolvendo doxiciclina e hidroxicloroquina, e requer acompanhamento especializado.

Perguntas Frequentes

Como a Febre Q é transmitida aos humanos?

A Febre Q é transmitida principalmente pela inalação de aerossóis contendo Coxiella burnetti, liberados por animais infectados (especialmente ovelhas, cabras e gado) durante o parto ou aborto. O consumo de leite não pasteurizado e o contato direto com tecidos de animais infectados também são vias de transmissão.

Quais são as manifestações clínicas mais comuns da Febre Q?

A forma aguda da Febre Q pode se manifestar com febre alta, cefaleia intensa, mialgia, calafrios e fadiga. Pneumonia atípica e hepatite são comuns. A forma crônica, menos frequente, é mais grave e pode levar à endocardite, que é a complicação mais séria e potencialmente fatal.

Qual o tratamento recomendado para a Febre Q?

Para a Febre Q aguda, a doxiciclina é o tratamento de escolha. Na forma crônica, especialmente em casos de endocardite, o tratamento é prolongado e geralmente envolve uma combinação de doxiciclina com hidroxicloroquina por vários meses ou anos.

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