HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2019
Em momentos com as condições ideais para transmissão, um número maior de primatas não humanos (PNH) adoece e morre chamando atenção da sociedade na forma de epizootia, que representa o evento sentinela, e define medidas de intensificação de vacinação nos moradores das regiões afetadas. Sobre isso, assinale a alternativa INCORRETA:
Febre amarela silvestre é zoonose com ciclo em PNH e mosquitos → não é passível de eliminação total devido ao reservatório silvestre.
A febre amarela silvestre, por ser uma zoonose com um ciclo de transmissão complexo envolvendo primatas não humanos (PNH) e mosquitos silvestres, não pode ser eliminada. O controle foca na vacinação humana e vigilância das epizootias.
A febre amarela é uma doença viral aguda, febril e hemorrágica, transmitida por mosquitos. Existem dois ciclos epidemiológicos: o urbano, transmitido pelo Aedes aegypti, e o silvestre, transmitido por mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, que infectam primatas não humanos (PNH) e, ocasionalmente, humanos que adentram áreas de mata. A ocorrência de epizootias em PNH é um sinal de alerta crucial para a saúde pública, indicando o risco de transmissão para humanos. No ciclo silvestre, os PNH atuam como hospedeiros amplificadores do vírus, e a densidade de vetores e a população de macacos suscetíveis influenciam a dinâmica da transmissão. Humanos são infectados quando expostos a esses mosquitos em ambientes silvestres, desenvolvendo a febre amarela silvestre. A doença pode variar de formas leves a graves, com alta letalidade nas formas mais severas. Diferentemente da febre amarela urbana, que foi eliminada no Brasil através do controle do Aedes aegypti e vacinação, a febre amarela silvestre, por ser uma zoonose com um reservatório natural em PNH e vetores silvestres, não é passível de eliminação. As estratégias de controle focam na vacinação em massa das populações em áreas de risco e na vigilância ativa de epizootias para antecipar e conter surtos em humanos.
Os PNH atuam como hospedeiros amplificadores do vírus da febre amarela no ciclo silvestre. A ocorrência de epizootias (doença em animais) em PNH serve como um importante evento sentinela para a vigilância epidemiológica, indicando risco de transmissão para humanos.
A febre amarela silvestre não pode ser eliminada porque o vírus circula naturalmente em um ciclo enzoótico envolvendo primatas não humanos e mosquitos silvestres (Haemagogus e Sabethes), que são reservatórios e vetores de difícil controle, tornando a erradicação inviável.
Humanos são infectados esporadicamente ao adentrar áreas de mata onde o vírus está circulando, sendo picados por mosquitos silvestres infectados. A principal medida de prevenção é a vacinação das populações em áreas de risco e a vigilância epidemiológica.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo