SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2021
A respeito dos sinais e sintomas do período toxêmico da febre amarela, marque a afirmativa INCORRETA:
Febre amarela toxêmica → icterícia, hemorragias, insuficiência hepatorrenal, sinal de Faget. Manifestações neuroparalíticas são INCORRETAS.
O período toxêmico da febre amarela é caracterizado por uma piora súbita do quadro, com icterícia, manifestações hemorrágicas (vômitos em borra de café), insuficiência hepatorrenal e comprometimento do sensório. Manifestações neuroparalíticas com progressão crânio-caudal não são típicas da febre amarela, mas sim de outras doenças como botulismo ou algumas encefalites.
A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, de etiologia viral, transmitida por mosquitos, que pode evoluir para formas graves e letais. O período toxêmico representa a fase mais crítica da doença, caracterizada por uma exacerbação dos sintomas após uma breve melhora inicial. A compreensão de seus sinais e sintomas é vital para o diagnóstico precoce e manejo adequado, especialmente em áreas endêmicas. A fisiopatologia do período toxêmico envolve a replicação viral em órgãos como fígado, rins e coração, levando a disfunção orgânica grave. O fígado é particularmente afetado, resultando em icterícia, coagulopatia e vômitos com aspecto de borra de café devido a sangramento gastrointestinal. A insuficiência hepatorrenal é uma complicação grave e comum. O diagnóstico é clínico-epidemiológico e confirmado por exames laboratoriais (PCR, sorologia). O tratamento da febre amarela é de suporte, visando controlar os sintomas e as complicações. Não há antiviral específico. O prognóstico é reservado nas formas graves, com alta mortalidade. A prevenção através da vacinação é a medida mais eficaz. Residentes devem estar aptos a reconhecer a tríade clássica (febre, icterícia, hemorragia) e o sinal de Faget, além de diferenciar as manifestações neurológicas inespecíficas (encefalopatia) de síndromes neuroparalíticas que não são típicas da doença.
O sinal de Faget é a dissociação pulso-temperatura, onde o pulso se torna mais lento (bradicardia relativa) apesar da temperatura elevada, sendo um achado clássico na febre amarela e outras doenças como febre tifoide.
As principais causas de morte são a insuficiência hepática fulminante, com icterícia e coagulopatia, e a insuficiência renal aguda, frequentemente associadas a hemorragias graves e choque hipovolêmico.
A diferenciação é complexa e requer exames laboratoriais específicos (PCR, sorologia). Clinicamente, a febre amarela tem um padrão bifásico e a tríade clássica de febre, icterícia e hemorragia, mas sobreposições com dengue grave ou leptospirose podem ocorrer.
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