Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2020
A tabela acima mostra a distribuição de casos autóctones de febre amarela no estado de São Paulo no primeiro semestre de 2019. Com base nesses dados, assinale a alternativa correta.
Febre amarela silvestre e urbana possuem a mesma letalidade viral, diferenciando-se apenas pelo vetor de transmissão.
A letalidade do vírus da febre amarela não varia significativamente entre as formas silvestre e urbana, sendo a principal diferença o vetor (mosquitos silvestres vs. Aedes aegypti) e o ciclo de transmissão. A virulência do vírus é intrínseca, não geográfica.
A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um arbovírus do gênero Flavivirus, transmitida por mosquitos. No Brasil, a doença é endêmica em áreas de floresta e sua epidemiologia é complexa, com ciclos de transmissão silvestre e, historicamente, urbano. A compreensão desses ciclos é crucial para a vigilância e controle da doença, especialmente em regiões como o estado de São Paulo, que registrou surtos recentes. A transmissão da febre amarela ocorre principalmente no ciclo silvestre, onde macacos são os principais hospedeiros e os mosquitos Haemagogus e Sabethes são os vetores. Humanos que adentram essas áreas podem ser picados e desenvolver a doença. O ciclo urbano, mediado pelo Aedes aegypti, é mais raro no Brasil desde a década de 1940, mas a presença do vetor em cidades mantém o risco. O diagnóstico é clínico-epidemiológico e laboratorial. A letalidade da febre amarela pode ser alta em casos graves, atingindo até 50% em pacientes com doença hemorrágica. No entanto, a virulência do vírus é intrínseca e não difere entre os ciclos silvestre e urbano. A prevenção é feita principalmente pela vacinação, que é altamente eficaz e recomendada para residentes e viajantes para áreas de risco. A vigilância de epizootias em primatas não humanos é um indicador importante da circulação viral.
A febre amarela possui dois ciclos de transmissão: o silvestre, envolvendo primatas não humanos e mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, e o urbano, que tem o Aedes aegypti como vetor principal.
Não, a letalidade do vírus da febre amarela é a mesma, independentemente do ciclo de transmissão (silvestre ou urbano). A diferença está nos vetores e no ambiente.
Primatas não humanos (PNH) são hospedeiros e amplificadores do vírus no ciclo silvestre, servindo como sentinelas para a circulação viral antes de atingir humanos.
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