Febre Amarela: Quadro Clínico e Sinais de Gravidade

UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2021

Enunciado

A febre amarela é uma doença imunoprevenível, causada pelo arbovírus amarílico flavivírus da família flaviviridae, distribuídos em regiões da África e América do Sul. Pode ser transmitida pela picada das fêmeas do mosquito Aedes aegypti e Aedes albopictus (febre amarela urbana) e Haemagogus janthinomys (principal vetor da febre amarela silvestre no Brasil) e Sabethes chloropterus (febre amarela silvestre).GUSSO, G. (Org.); LOPES, J. M. C. (Org.); DIAS, L. C. Tratado de Medicina de Família e Comunidade: princípios, formação e prática. 2a. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019.O quadro clínico da febre amarela caracteriza-se por:

Alternativas

  1. A) mialgia generalizada, diarreia, hematêmese, icterícia verdínica e sinal de Faget.
  2. B) mialgia na panturrilha, icterícia rubínica, sufusões hemorrágicas conjuntivais e síndrome de Weil.
  3. C) mialgia generalizada, icterícia verdínica, vômitos alimentares ou biliosos e hemorragia conjuntival.
  4. D) mialgia generalizada, icterícia verdínica, síndrome de Weil, hematêmese, melena e meningite.
  5. E) mialgia na panturrilha, icterícia rubínica, calafrios e sinal de Charcot.

Pérola Clínica

Febre amarela grave: icterícia verdínica, hematêmese, sinal de Faget, mialgia generalizada.

Resumo-Chave

A febre amarela apresenta uma fase inicial inespecífica e uma fase tóxica grave, caracterizada por icterícia verdínica, manifestações hemorrágicas (hematêmese, melena), mialgia generalizada e o sinal de Faget (dissociação pulso-temperatura).

Contexto Educacional

A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, imunoprevenível, causada por um flavivírus transmitido por mosquitos. É endêmica em regiões tropicais da África e América do Sul. A doença pode variar de formas leves e inespecíficas a quadros graves com alta letalidade, sendo um importante desafio de saúde pública. O quadro clínico da febre amarela é bifásico. A fase inicial (período de infecção) dura 3-6 dias e apresenta sintomas inespecíficos como febre alta, calafrios, cefaleia, mialgia generalizada, náuseas e vômitos. Em cerca de 15% dos casos, a doença progride para a fase tóxica, caracterizada por icterícia (frequentemente verdínica), manifestações hemorrágicas (hematêmese, melena, gengivorragia), oligúria, e o clássico sinal de Faget (bradicardia relativa à febre). O diagnóstico é clínico-epidemiológico e confirmado por exames laboratoriais. O tratamento é de suporte, visando controlar os sintomas e prevenir complicações. A vacinação é a medida preventiva mais eficaz e crucial para o controle da doença, especialmente em áreas de risco.

Perguntas Frequentes

Quais são as fases clínicas da febre amarela?

A febre amarela tipicamente apresenta uma fase inicial (período de infecção) com sintomas inespecíficos e, em casos graves, evolui para uma fase tóxica, caracterizada por icterícia, hemorragias e disfunção orgânica.

O que é o sinal de Faget e por que é importante na febre amarela?

O sinal de Faget é a dissociação pulso-temperatura, onde a frequência cardíaca não aumenta proporcionalmente à febre. É um achado clássico da febre amarela e pode auxiliar no diagnóstico diferencial de outras febres.

Quais são as manifestações hemorrágicas mais comuns na febre amarela grave?

As manifestações hemorrágicas incluem hematêmese ("vômito negro"), melena, epistaxe, gengivorragia e petéquias, refletindo a disfunção hepática e coagulopatia severa.

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