Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025
Em um pequeno município, onde há casos de febre amarela, um cidadão chega a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e relata ter visto um macaco morto a uma distância de 800 metros aproximadamente.Com base na situação hipotética, assinale a alternativa correta.
Macaco morto em área com febre amarela → Coleta para exame + Notificação SINAN em 24h (epizootia).
A morte de macacos (epizootia em primatas não humanos) é um importante sinal de alerta para a circulação do vírus da febre amarela em áreas silvestres ou de transição. A investigação e notificação rápida são cruciais para a vigilância epidemiológica e para a implementação de medidas preventivas em humanos, como a vacinação.
A febre amarela é uma doença infecciosa grave, de etiologia viral, transmitida por mosquitos. No Brasil, a doença ocorre principalmente no ciclo silvestre, onde macacos são os principais hospedeiros e mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes são os vetores. A vigilância epidemiológica da febre amarela é crucial para a prevenção e controle, especialmente em áreas de risco. A ocorrência de epizootias (morte de animais) em primatas não humanos (macacos) é um dos mais importantes indicadores da circulação do vírus da febre amarela em uma determinada área. Macacos são considerados "sentinelas" da doença, e a identificação de um macaco morto deve ser prontamente investigada. A conduta correta é providenciar a coleta do corpo para exame laboratorial e notificar o evento no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) em até 24 horas, caracterizando uma notificação compulsória imediata. Essa notificação e investigação permitem que as autoridades de saúde pública avaliem o risco de transmissão para humanos, intensifiquem as ações de vacinação na população e implementem medidas de controle vetorial nas áreas afetadas. É importante ressaltar que a febre amarela urbana, transmitida pelo Aedes aegypti, não ocorre no Brasil há décadas, sendo os casos atuais restritos ao ciclo silvestre.
Macacos são hospedeiros naturais do vírus da febre amarela no ciclo silvestre. Sua morte (epizootia) serve como um alerta precoce da circulação viral na região, indicando risco potencial de transmissão para humanos.
A notificação de epizootias em primatas não humanos no SINAN é compulsória e urgente (até 24 horas) porque permite que as autoridades de saúde pública implementem rapidamente medidas de controle, como vacinação e controle vetorial, prevenindo surtos em humanos.
Não, a febre amarela urbana, transmitida pelo Aedes aegypti, não registra casos no Brasil desde 1942. Os casos atuais são de febre amarela silvestre, transmitida por mosquitos Haemagogus e Sabethes, que podem atingir humanos que adentram áreas de mata.
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