Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2020
A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, febril, causada por um arbovírus, sem transmissão direta de pessoa a pessoa. Surtos podem ocorrer, com periodicidade irregular, quando existem condições favoráveis para a transmissão. Consideram-se condições favoráveis à transmissão: I - temperaturas altas e altos índices pluviométricos. II - alta densidade de vetores e de hospedeiros primários. III - presença de bolsões de suscetíveis e baixas coberturas vacinais. Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
Transmissão febre amarela ↑ com temperaturas altas, chuvas, alta densidade de vetores/hospedeiros e baixa cobertura vacinal.
A febre amarela é uma arbovirose cuja transmissão é favorecida por um conjunto de fatores ambientais e epidemiológicos. Temperaturas elevadas e altos índices pluviométricos criam um ambiente propício para a proliferação de vetores, enquanto a alta densidade de vetores e hospedeiros primários, juntamente com bolsões de suscetíveis e baixas coberturas vacinais, aumentam o risco de circulação viral e surtos.
A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, febril, causada por um arbovírus do gênero Flavivirus, transmitida por mosquitos. Embora não haja transmissão direta de pessoa a pessoa, surtos podem ocorrer em condições favoráveis, sendo um desafio de saúde pública no Brasil e em outras regiões tropicais, exigindo vigilância constante. As condições favoráveis à transmissão incluem fatores ambientais como temperaturas altas e altos índices pluviométricos, que propiciam a proliferação de vetores (Haemagogus e Sabethes no ciclo silvestre, Aedes aegypti no ciclo urbano). Além disso, a alta densidade de vetores e hospedeiros primários, juntamente com a presença de bolsões de suscetíveis e baixas coberturas vacinais, são cruciais para a ocorrência de surtos, pois permitem a amplificação e disseminação do vírus. A prevenção da febre amarela baseia-se principalmente na vacinação, que é altamente eficaz e segura, sendo recomendada para residentes e viajantes em áreas de risco. O monitoramento epidemiológico, o controle vetorial e a educação em saúde são estratégias complementares para evitar a reurbanização da doença e proteger as populações em áreas de risco, especialmente em regiões de fronteira silvestre-urbana.
No ciclo silvestre, os vetores são mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, que transmitem o vírus entre primatas e humanos. No ciclo urbano, o principal vetor é o Aedes aegypti, embora o Brasil não registre casos urbanos há décadas.
Temperaturas altas e altos índices pluviométricos favorecem a proliferação dos mosquitos vetores, aumentando sua densidade populacional e, consequentemente, o risco de transmissão do vírus em áreas endêmicas ou com circulação viral.
A baixa cobertura vacinal cria bolsões de indivíduos suscetíveis na população, facilitando a circulação do vírus e aumentando significativamente o risco de ocorrência de surtos da doença, tanto no ciclo silvestre quanto na potencial reurbanização.
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