Febre Amarela: Diagnóstico, Vacina e Manifestações Clínicas

FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2015

Enunciado

Sobre a febre amarela, considere as afirmações a seguir. 1. É uma infecção viral transmitida por picada de mosquito, que se caracteriza por sinais sistêmicos gerais, como febre, mal estar, mialgia, cefaleia e manifestações gastrointestinais que duram em torno de 7 dias. Os sintomas hepáticos e renais ocorrem sempre após essa fase inicial; 2. As manifestações hepáticas e renais da febre amarela ocorrem somente nos pacientes que evoluem para as formas graves e malignas da doença. As formas leves e moderadas não apresentam alterações hepáticas; 3. A vacina da febre amarela é composta por vírus inativado, motivo pelo qual é contraindicada somente para pacientes com histórico de alergia à proteína de ovo; 4. O diagnóstico laboratorial da febre amarela baseia-se em metodologias sorológicas, com a pesquisa de anticorpos IgG e IgM. Os testes para isolamento viral e de detecção de ácido nucleico também podem ser utilizados para pacientes que estejam em uma fase precoce da doença. São CORRETAS as afirmações contidas, APENAS, em:

Alternativas

  1. A) 1, 3 e 4
  2. B) 3 e 4
  3. C) 2 e 4
  4. D) 1 e 2

Pérola Clínica

Febre amarela grave → manifestações hepáticas/renais; vacina é vírus ATENUADO, não inativado.

Resumo-Chave

A febre amarela apresenta uma fase inicial inespecífica, seguida por uma fase toxêmica em casos graves, com disfunção hepática e renal. A vacina é de vírus atenuado, não inativado, e o diagnóstico pode ser sorológico ou molecular, especialmente na fase precoce.

Contexto Educacional

A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, febril, causada por um arbovírus do gênero Flavivirus, transmitida por mosquitos. É um tema de grande relevância em saúde pública, especialmente em áreas endêmicas e para viajantes. A doença apresenta duas fases: uma fase inicial, com sintomas inespecíficos como febre, cefaleia, mialgia e mal-estar, que dura cerca de 3-7 dias; e uma fase toxêmica, que ocorre em 15-25% dos pacientes, caracterizada por icterícia, manifestações hemorrágicas, disfunção renal e hepática, e alta letalidade. As manifestações hepáticas e renais são características das formas graves da doença, não ocorrendo nas formas leves ou moderadas. A vacina contra a febre amarela é um dos pilares da prevenção. É uma vacina de vírus vivo atenuado (cepa 17D), altamente eficaz e segura. É crucial conhecer suas contraindicações, que incluem imunodeficiência (primária ou secundária), gestação, lactentes menores de 6 meses, e história de reação anafilática a componentes da vacina (como proteína do ovo). A afirmação de que a vacina é de vírus inativado está incorreta. O diagnóstico laboratorial da febre amarela pode ser realizado por métodos sorológicos (pesquisa de anticorpos IgM e IgG, que se tornam detectáveis a partir do 5º dia de sintomas) e por métodos moleculares (detecção de ácido nucleico viral por RT-PCR) ou isolamento viral, especialmente úteis na fase precoce da doença, quando a viremia é mais alta. A compreensão desses aspectos é fundamental para o diagnóstico precoce, manejo adequado e estratégias de prevenção da doença.

Perguntas Frequentes

Quais são as fases clínicas da febre amarela?

A febre amarela tem uma fase inicial (infecção, com sintomas inespecíficos como febre, mialgia) e, em 15-25% dos casos, uma fase toxêmica (grave), com icterícia, hemorragias e disfunção renal e hepática.

Qual o tipo de vacina para febre amarela e suas principais contraindicações?

A vacina é de vírus vivo atenuado. As principais contraindicações incluem imunodeficiência (congênita ou adquirida), gestação, lactentes < 6 meses e alergia grave a componentes da vacina (ovo).

Como é feito o diagnóstico laboratorial da febre amarela?

O diagnóstico pode ser feito por sorologia (IgM e IgG) após o 5º dia de sintomas, ou por detecção de ácido nucleico (PCR) e isolamento viral na fase precoce da doença, quando a viremia é mais alta.

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