Febre Amarela: Diagnóstico em Áreas Endêmicas e Sinais

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2020

Enunciado

Homem, 22 anos, procura pronto atendimento por quadro de febre, náuseas e dores pelo corpo há cinco dias. Referia viagem recente ao interior de São Paulo para realização de trilhas e visitas a cachoeiras. Exame físico: corado, hidratado, ictérico +++/4, febril 38,5° C, FC = 72 bpm, PA = 110 x 70 mmHg e FR = 20 ipm. A primeira hipótese diagnóstica a ser considerada, com base nos dados clínicos e epidemiológicos, é a

Alternativas

  1. A) leptospirose.
  2. B) febre amarela.
  3. C) hepatite A.
  4. D) dengue.
  5. E) malária.

Pérola Clínica

Febre + icterícia + viagem a área endêmica (trilhas/cachoeiras) → Suspeitar de Febre Amarela.

Resumo-Chave

A febre amarela deve ser fortemente considerada em pacientes jovens com febre, icterícia e histórico de viagem para áreas de mata ou com surtos recentes, especialmente no interior de São Paulo. A bradicardia relativa (sinal de Faget) na presença de febre é um achado clássico, embora não patognomônico.

Contexto Educacional

A febre amarela é uma arbovirose grave, endêmica em algumas regiões do Brasil, transmitida por mosquitos. A doença apresenta duas fases: uma fase inicial inespecífica com febre, mialgia, cefaleia e náuseas, e uma fase tóxica em cerca de 15% dos casos, caracterizada por icterícia, hemorragias, disfunção renal e hepática, e alta letalidade. A epidemiologia é crucial para o diagnóstico, com histórico de viagem para áreas de mata ou rurais sendo um forte indicativo, especialmente em regiões como o interior de São Paulo, onde surtos podem ocorrer. O diagnóstico clínico é baseado nos sintomas e no contexto epidemiológico. O sinal de Faget (bradicardia relativa à febre) é um achado clássico, mas inconstante. A icterícia é um sinal de gravidade e confere o nome à doença. Exames laboratoriais podem mostrar leucopenia, plaquetopenia e elevação de transaminases. A confirmação diagnóstica é feita por sorologia (IgM, IgG), isolamento viral ou PCR. Não há tratamento antiviral específico para febre amarela, sendo o manejo de suporte a principal abordagem. A prevenção é feita pela vacinação, que é altamente eficaz e recomendada para residentes e viajantes para áreas de risco. A diferenciação com outras doenças febris ictéricas, como leptospirose, hepatites virais e malária, é fundamental para o manejo adequado.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da febre amarela e como ela evolui?

A febre amarela tem uma fase inicial com febre, mialgia, cefaleia, náuseas e vômitos. Em casos graves, evolui para uma fase tóxica com icterícia, hemorragias (hematêmese, melena), disfunção hepática e renal, e bradicardia relativa (sinal de Faget).

Qual a importância do histórico de viagem para o diagnóstico de febre amarela?

O histórico de viagem para áreas endêmicas ou com surtos recentes (zonas rurais, matas, cachoeiras) é crucial, pois a doença é transmitida por mosquitos silvestres ou urbanos em áreas de risco, guiando a suspeita diagnóstica.

Como diferenciar febre amarela de outras doenças febris ictéricas?

A diferenciação envolve a análise do contexto epidemiológico, sintomas específicos (ex: hemorragias na febre amarela, mialgia intensa na leptospirose), e exames laboratoriais confirmatórios (sorologia, PCR para febre amarela, testes para hepatites virais e malária).

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