Febre Amarela: Epidemiologia e Vigilância de Epizootias

UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2019

Enunciado

A Febre Amarela é uma doença infecciosa febril aguda, imunoprevenível, cujo agente etiológico é transmitido por artrópodes, e que possui dois ciclos epidemiológicos de transmissão distintos: silvestre e urbano. Qual alternativa apresenta uma assertiva com característica epidemiológica verdadeira? 

Alternativas

  1. A) O ciclo silvestre é endêmico nas regiões tropicais da África, da Ásia e das Américas. 
  2. B) Na população humana, o aparecimento de casos tem sido precedido de epizootias de primatas não humanos.
  3. C) Apresenta-se sob a forma de epidemia com intervalos de tempo que podem variar de 3 a 7 meses, alternados por períodos com menor número de casos.
  4. D) Em virtude da regularidade no tempo entre os intervalos epidêmicos é possível afirmar que apresenta um aspecto cíclico.
  5. E) Desde 1942, não há registro no Brasil do aparecimento de casos em sua forma grave. 

Pérola Clínica

Febre Amarela: Epizootias em macacos precedem casos humanos, indicando risco.

Resumo-Chave

A vigilância das epizootias (doenças em animais) em primatas não humanos é um pilar fundamental da vigilância epidemiológica da Febre Amarela silvestre, pois a morte de macacos por febre amarela serve como um alerta precoce para a circulação viral e o risco de transmissão para humanos.

Contexto Educacional

A Febre Amarela é uma arbovirose grave, imunoprevenível, que representa um desafio de saúde pública em regiões tropicais. Compreender sua epidemiologia é crucial para a prevenção e controle. A doença é causada por um flavivírus transmitido por mosquitos, e sua apresentação clínica pode variar de formas leves a quadros graves com icterícia, hemorragias e alta letalidade. A doença se manifesta em dois ciclos epidemiológicos distintos: o silvestre e o urbano. No ciclo silvestre, o vírus circula entre primatas não humanos (macacos) e mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Humanos que adentram áreas de mata podem ser picados e desenvolver a doença. O ciclo urbano, transmitido pelo Aedes aegypti entre humanos, não é registrado no Brasil desde 1942, mas a reurbanização é uma preocupação constante. Um aspecto fundamental da vigilância epidemiológica da Febre Amarela é o monitoramento das epizootias em primatas não humanos. A ocorrência de mortes de macacos por Febre Amarela serve como um indicador precoce da circulação viral, alertando as autoridades de saúde para a necessidade de intensificar a vacinação humana e outras medidas de controle na área afetada, prevenindo assim a ocorrência de casos em humanos.

Perguntas Frequentes

Quais são os ciclos de transmissão da Febre Amarela?

A Febre Amarela possui dois ciclos de transmissão: o silvestre, onde mosquitos silvestres (principalmente Haemagogus e Sabethes) transmitem o vírus entre primatas não humanos e, ocasionalmente, para humanos; e o urbano, onde o Aedes aegypti transmite o vírus entre humanos, embora este ciclo não seja registrado no Brasil desde 1942.

Qual a importância das epizootias na vigilância da Febre Amarela?

As epizootias em primatas não humanos (macacos) são um importante sinal de alerta para a circulação do vírus da Febre Amarela em uma determinada área. A morte de macacos por febre amarela geralmente precede o aparecimento de casos humanos, permitindo que as autoridades de saúde implementem medidas preventivas, como a vacinação.

A Febre Amarela ocorre em todos os continentes tropicais?

Não. A Febre Amarela é endêmica nas regiões tropicais da África e das Américas. Não há registro de ocorrência da doença na Ásia, apesar da presença do vetor Aedes aegypti em algumas áreas.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo