PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2024
Homem, 34 anos, mecânico, natural e procedente de São Paulo/SP, esteve em viagem turística de pesca pelo sul do Amazonas há 20 dias. Foi internado em UTI por quadro de prostração intensa, rebaixamento do sensório, hemorragias, icterícia, oliguria e albuminuria, que havia iniciado com febre, cefaleia, mialgia, náuseas e vômitos. Faleceu no 7º dia de doença. Na autopsia chamou atenção, ao estudo anatomopatológico, as lesões hepáticas do tipo "necrose médio-zonal". Qual o diagnóstico?
Febre amarela grave: viagem área endêmica + febre, icterícia, hemorragias, oligúria + necrose médio-zonal hepática.
A febre amarela grave, especialmente após viagem a áreas endêmicas como o Amazonas, manifesta-se com prostração, icterícia, hemorragias e disfunção renal e hepática, sendo a necrose médio-zonal hepática um achado anatomopatológico clássico e distintivo.
A febre amarela é uma doença viral aguda, febril e hemorrágica, transmitida por mosquitos, que representa um sério problema de saúde pública em regiões tropicais da África e América do Sul, incluindo o Brasil. A doença pode variar de quadros leves a formas graves e fulminantes, com alta letalidade. A epidemiologia é marcada por ciclos silvestre e urbano, sendo a vacinação a principal medida de prevenção. O quadro clínico da febre amarela grave é caracterizado por uma fase tóxica, que se segue a um período inicial de febre, cefaleia e mialgia. Nesta fase, o paciente desenvolve icterícia (daí o nome "amarela"), hemorragias (epistaxe, gengivorragia, melena), oligúria (indicando disfunção renal), albuminúria e rebaixamento do sensório. A disfunção hepática é proeminente, e a necrose médio-zonal dos hepatócitos é um achado anatomopatológico clássico e quase patognomônico, diferenciando-a de outras febres hemorrágicas. O diagnóstico é baseado na suspeita clínica (histórico de viagem para área endêmica, sintomas), exames laboratoriais (leucopenia, elevação de transaminases, bilirrubinas, creatinina) e confirmação laboratorial (sorologia, PCR). O manejo é de suporte, visando controlar as complicações como choque, insuficiência renal e hepática. A prevenção através da vacinação é fundamental, especialmente para indivíduos que viajam para ou residem em áreas de risco.
A febre amarela grave pode cursar com febre alta, cefaleia, mialgia, náuseas, vômitos, prostração intensa, icterícia, hemorragias (gastrointestinais, gengivais), oligúria e rebaixamento do sensório, indicando disfunção de múltiplos órgãos.
É um achado anatomopatológico característico da febre amarela, onde ocorre necrose dos hepatócitos na zona intermediária (médio-zonal) do lóbulo hepático, sendo um marcador importante da doença.
A febre amarela é endêmica em certas regiões, como a Amazônia. Um histórico de viagem para essas áreas, especialmente sem vacinação prévia, é um dado epidemiológico crucial que aumenta a suspeita diagnóstica em casos com sintomas compatíveis.
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