MedEvo Simulado — Prova 2026
Caio, 34 anos, trabalhador rural em uma região que registrou recentemente a morte de diversos macacos do gênero Alouatta (bugios), procura a Unidade de Saúde da Família com queixa de febre alta de início súbito há 3 dias, acompanhada de cefaleia intensa, calafrios e dor lombar excruciante. Ao exame físico, apresenta-se prostrado, com temperatura axilar de 39,8 °C e frequência cardíaca de 62 bpm. Observa-se leve congestão conjuntival e dor à palpação de hipocôndrio direito. O paciente reside em uma área periférica com alta densidade de Aedes aegypti. Diante da suspeita clínica e do contexto epidemiológico de circulação viral no território, a conduta mais adequada do ponto de vista da Vigilância em Saúde é:
Febre + Sinal de Faget + Epizootia → Suspeita de Febre Amarela: Notificação Imediata!
A presença de febre alta com bradicardia relativa (Sinal de Faget) em área de epizootias sugere Febre Amarela, exigindo notificação imediata e isolamento vetorial.
A Febre Amarela é uma arbovirose grave causada por um Flavivírus, com ciclos de transmissão silvestre (vetores Haemagogus e Sabethes) e urbano (Aedes aegypti). Clinicamente, evolui de uma fase fásica inicial (febre, mialgia) para uma fase toxêmica em 15% dos casos, com icterícia, insuficiência renal e hemorragias. O manejo inicial foca na estabilização e suporte, enquanto a vigilância atua no bloqueio de focos. O isolamento do paciente em relação aos vetores durante a fase de viremia (primeiros dias) é crucial para evitar a urbanização do ciclo através do Aedes aegypti.
O Sinal de Faget é a dissociação pulso-temperatura, onde ocorre bradicardia relativa na presença de febre alta. É um achado clássico da Febre Amarela, mas também pode ser visto em febre tifoide, leptospirose e legionelose.
A morte de primatas não humanos (como os bugios) serve como evento sentinela, indicando a circulação do vírus da febre amarela em uma região antes que casos humanos ocorram, permitindo ações preventivas de vacinação e vigilância.
A Febre Amarela é uma doença de notificação compulsória imediata (em até 24 horas) para as autoridades de saúde, devido ao seu potencial epidêmico e gravidade clínica, visando o bloqueio de transmissão célere.
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