HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2024
Quando Oswaldo Cruz foi nomeado para a Diretoria Geral de Saúde Pública em 1903, a febre amarela era o principal problema sanitário da capital federal. Só em 1902, quase mil pessoas morreram na cidade vitimadas pela doença. No início de 1907, já não se falava mais de epidemia de febre amarela no Rio de Janeiro. Oswaldo Cruz cumprira a sua promessa. Em março daquele ano, ele pôde, enfim, escrever ao presidente Afonso Pena: “graças à firmeza e vontade do governo, a febre amarela já não mais devasta sob a forma epidêmica a capital da República”. Assinale a alternativa correta.
Oswaldo Cruz combateu febre amarela focando na eliminação do vetor, o mosquito Aedes aegypti.
Oswaldo Cruz, ao contrário da teoria dos miasmas, baseou suas campanhas sanitárias na compreensão da transmissão vetorial da febre amarela, concentrando esforços na eliminação dos focos do mosquito Aedes aegypti.
A febre amarela foi uma das maiores epidemias que assolaram o Rio de Janeiro no início do século XX, causando alta mortalidade e impactando a economia e a imagem do Brasil. Oswaldo Cruz, nomeado diretor-geral de Saúde Pública em 1903, enfrentou o desafio de sanear a capital federal, que era vista como um 'túmulo de estrangeiros' devido às doenças tropicais. Apesar da resistência popular e da 'Revolta da Vacina' (relacionada à vacinação obrigatória contra varíola), Oswaldo Cruz baseou suas ações no conhecimento científico emergente da época, que identificava o mosquito Aedes aegypti como vetor da febre amarela. Sua fisiopatologia, embora não totalmente compreendida na época, já indicava a necessidade de interromper o ciclo de transmissão. O tratamento da febre amarela era sintomático, mas a grande vitória de Oswaldo Cruz foi na prevenção. Ele organizou brigadas sanitárias que inspecionavam casas, eliminavam focos de mosquitos e aplicavam desinfetantes, erradicando a doença da capital em poucos anos. Este episódio é um marco na história da saúde pública brasileira, demonstrando a eficácia do controle vetorial e a importância da ciência na gestão de crises sanitárias.
Antes das campanhas de Oswaldo Cruz, a teoria predominante era a dos miasmas, que atribuía a causa das doenças a vapores e odores pútridos no ar, e não a microrganismos ou vetores.
A estratégia central de Oswaldo Cruz foi o combate ao vetor da doença, o mosquito Aedes aegypti, através da eliminação de seus focos de reprodução e da desinfecção de residências.
Não, para a febre amarela, o foco principal foi o controle do vetor. Embora Oswaldo Cruz tenha promovido a vacinação para outras doenças como a varíola (gerando a Revolta da Vacina), a febre amarela foi combatida primariamente pela eliminação dos mosquitos.
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