Volvo Colônico: Fatores de Risco e Epidemiologia

HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2024

Enunciado

Assinale a alternativa correta em relação ao volvo colônico.

Alternativas

  1. A) Fatores de risco incluem constipação crônica, uso de psicotrópicos e envelhecimento, sendo a média de idade da apresentação em torno da sétima ou oitava década de vida.
  2. B) Qualquer porção do intestino grosso pode torcer, no entanto, o volvo é mais comum no cólon transverso.
  3. C) Os pacientes com volvo de sigmoide somente apresentam obstrução intestinal aguda, sendo esta a principal diferença em relação às obstruções malignas, que cursam com obstrução subaguda e progressiva.
  4. D) As radiografias abdominais mostram acentuada dilatação colônica, nível hidroaéreo na alça dilatada e na ampola retal.
  5. E) O tratamento do volvo começa com a descompressão endoscópica e em seguida com a laparotomia de urgência (operação de Hartmann).

Pérola Clínica

Volvo colônico: ↑ risco em idosos, constipação crônica e uso de psicotrópicos.

Resumo-Chave

O volvo colônico, especialmente o de sigmoide, é mais comum em idosos, pacientes com constipação crônica e aqueles que usam psicotrópicos, devido a fatores como alongamento do cólon e diminuição da motilidade intestinal. A média de idade de apresentação é na sétima ou oitava década de vida.

Contexto Educacional

O volvo colônico é uma causa de obstrução intestinal que ocorre quando uma alça do cólon torce sobre seu próprio mesentério, levando à oclusão da luz intestinal e, potencialmente, à isquemia. Embora possa ocorrer em qualquer porção do intestino grosso, o volvo de sigmoide é de longe o mais comum, respondendo por cerca de 80% dos casos. A epidemiologia mostra uma maior incidência em idosos, com a média de idade de apresentação na sétima ou oitava década de vida. Os fatores de risco para o volvo colônico são multifatoriais e incluem condições que levam ao alongamento e mobilidade excessiva do cólon, como a constipação crônica (que causa distensão e alongamento do sigmoide), dietas ricas em fibras, e o uso de medicamentos que afetam a motilidade intestinal, como os psicotrópicos. A idade avançada também contribui devido à perda de tônus muscular e à maior prevalência de constipação. O diagnóstico do volvo colônico é suspeitado clinicamente por sintomas de obstrução intestinal aguda (dor abdominal, distensão, náuseas, vômitos e parada de eliminação de gases e fezes). A radiografia abdominal pode mostrar sinais característicos, como a 'alça em grão de café' ou 'sinal do U invertido' no volvo de sigmoide. O tratamento inicial, se não houver sinais de complicação, é a detorção endoscópica, seguida de cirurgia eletiva para prevenir recorrências. Em casos de isquemia ou perfuração, a cirurgia de urgência é mandatória. É crucial que residentes e estudantes reconheçam esses fatores de risco e a apresentação clínica para um manejo adequado e rápido.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para o volvo colônico?

Os principais fatores de risco incluem idade avançada (média na 7ª-8ª década), constipação crônica, uso de medicamentos psicotrópicos (que diminuem a motilidade intestinal), dieta rica em fibras (que pode alongar o cólon), e condições neurológicas ou psiquiátricas.

Qual porção do intestino grosso é mais comumente afetada pelo volvo?

O volvo é mais comum no cólon sigmoide (cerca de 80% dos casos), seguido pelo ceco (15-20%). O cólon transverso e o ângulo esplênico são raramente afetados.

Qual é o tratamento inicial para o volvo de sigmoide?

O tratamento inicial para o volvo de sigmoide sem sinais de peritonite ou isquemia é a descompressão endoscópica (detorção). Se bem-sucedida, uma cirurgia eletiva (sigmoidectomia) é recomendada para prevenir recorrências. Em casos de peritonite ou isquemia, a laparotomia de urgência com ressecção do segmento torcido é imperativa.

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