HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2015
Assinale a alternativa que traz os fatores de risco com maior risco relativo (OR) para tromboembolia venosa:
Artroplastia quadril/joelho, politrauma e TRM → maiores OR para tromboembolia venosa.
Fatores de risco para TEV são classificados por sua magnitude. Procedimentos ortopédicos maiores como artroplastia de quadril/joelho, grandes traumas e lesões medulares conferem o risco mais elevado devido à imobilização prolongada, lesão vascular e estado de hipercoagulabilidade.
O tromboembolismo venoso (TEV), que engloba a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP), é uma complicação grave e potencialmente fatal, sendo uma das principais causas de mortalidade hospitalar evitável. A identificação dos fatores de risco é crucial para a estratificação e implementação de profilaxia adequada, especialmente em ambientes cirúrgicos e de trauma. A magnitude do risco associado a diferentes fatores varia. Fatores como artroplastia de quadril ou joelho, politrauma e traumatismo raquimedular são considerados de altíssimo risco devido à combinação de imobilização prolongada, lesão tecidual extensa e estado de hipercoagulabilidade induzido pelo trauma ou cirurgia. Outros fatores como câncer, gravidez, uso de contraceptivos orais e imobilidade prolongada também aumentam o risco, mas em menor proporção. A compreensão desses fatores permite aos médicos aplicar escalas de risco (como a de Caprini ou Padua) para guiar a decisão sobre a profilaxia farmacológica e mecânica, visando reduzir a incidência de TEV. A profilaxia é um pilar fundamental na segurança do paciente, especialmente em pacientes cirúrgicos e clínicos internados com fatores de risco.
Os principais fatores de risco incluem cirurgias ortopédicas maiores (quadril/joelho), politrauma, traumatismo raquimedular, câncer, imobilização prolongada, gravidez e uso de contraceptivos orais.
Essas cirurgias causam lesão tecidual e vascular, inflamação, e exigem imobilização pós-operatória, criando a tríade de Virchow (estase, lesão endotelial, hipercoagulabilidade), o que eleva significativamente o risco.
Em pacientes de alto risco, a profilaxia geralmente envolve uma combinação de medidas mecânicas (meias de compressão, compressão pneumática intermitente) e farmacológicas (heparina de baixo peso molecular ou anticoagulantes orais diretos).
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