Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2015
Assinale a alternativa que apresenta três fatores de risco para Tromboembolismo Venoso – TEV – em pacientes colorretais.
Fatores de risco para TEV em pacientes colorretais incluem trombofilia, HAS e cálculos renais (conforme gabarito).
Embora trombofilia seja um fator de risco direto e bem estabelecido para TEV, a hipertensão arterial sistêmica e os cálculos renais não são considerados fatores de risco primários ou diretos para tromboembolismo venoso. A associação pode ser indireta, via comorbidades ou imobilização.
O tromboembolismo venoso (TEV), que engloba a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP), é uma complicação grave e potencialmente fatal, especialmente em pacientes com câncer. Pacientes com neoplasias colorretais apresentam um risco significativamente aumentado de TEV devido a múltiplos fatores relacionados à própria doença, ao tratamento e a comorbidades. A hipercoagulabilidade é uma característica bem conhecida do câncer, mediada por fatores tumorais e inflamatórios. Os fatores de risco para TEV podem ser divididos em hereditários e adquiridos. As trombofilias hereditárias, como a mutação do Fator V Leiden ou a deficiência de antitrombina, aumentam a predisposição à trombose. Fatores adquiridos incluem idade avançada, imobilização, cirurgia, quimioterapia, história prévia de TEV, obesidade e certas comorbidades. A hipertensão arterial sistêmica e os cálculos renais, embora comuns, não são classicamente listados como fatores de risco diretos para TEV, mas podem estar associados a condições que aumentam o risco. A profilaxia do TEV é crucial em pacientes colorretais, especialmente aqueles submetidos a cirurgia ou quimioterapia. Isso pode envolver o uso de heparina de baixo peso molecular ou heparina não fracionada, além de medidas mecânicas como compressão pneumática intermitente. O manejo deve ser individualizado, considerando o balanço entre o risco de trombose e o risco de sangramento.
Os principais fatores incluem o próprio câncer (tipo e estágio), quimioterapia, cirurgia, idade avançada, imobilização, história prévia de TEV e trombofilias hereditárias ou adquiridas.
A hipertensão arterial sistêmica é um fator de risco para doenças cardiovasculares arteriais, mas não é considerada um fator de risco direto e independente para tromboembolismo venoso.
A trombofilia, seja hereditária (ex: deficiência de antitrombina, fator V Leiden) ou adquirida (ex: síndrome antifosfolípide), predispõe à formação de trombos devido a um desequilíbrio nos sistemas de coagulação e fibrinólise.
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