HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2020
Sobre o tromboembolismo venoso (TV) é correto afirmar que
Fatores de risco TEV: obesidade (IMC>30), trauma grave, contraceptivos estrogênicos, gestação/puerpério, neoplasias, trombofilias.
O tromboembolismo venoso (TEV) é multifatorial, com fatores de risco bem estabelecidos como obesidade (IMC > 30), traumas graves, uso de contraceptivos hormonais com estrógeno, gestação/puerpério, neoplasias malignas e trombofilias, que aumentam significativamente a probabilidade de TVP e TEP.
O tromboembolismo venoso (TEV), que engloba a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (TEP), é uma condição grave e potencialmente fatal, sendo a terceira principal causa de morte cardiovascular. Sua incidência aumenta significativamente com a idade e é influenciada por uma série de fatores de risco, que podem ser genéticos ou adquiridos. A compreensão desses fatores é crucial para a prevenção e o manejo adequado. A fisiopatologia do TEV baseia-se na tríade de Virchow: estase sanguínea, lesão endotelial e hipercoagulabilidade. Diversos fatores contribuem para um ou mais desses componentes. Fatores de risco importantes incluem obesidade (especialmente com IMC > 30 e outros fatores), traumas graves (como trauma raquimedular), uso de contraceptivos hormonais contendo estrógeno (mesmo em baixas doses), gestação e puerpério (devido a alterações hormonais e compressão venosa), neoplasias malignas (que induzem um estado protrombótico) e trombofilias hereditárias ou adquiridas. O diagnóstico e tratamento do TEV dependem da avaliação clínica e exames complementares. O D-dímero é útil para excluir TEV em pacientes de baixa probabilidade, mas não é diagnóstico por si só. O tratamento envolve anticoagulação, e a profilaxia é fundamental em pacientes hospitalizados ou com múltiplos fatores de risco. A identificação e manejo dos fatores de risco são essenciais para reduzir a morbimortalidade associada ao TEV, sendo um pilar na prática clínica e na preparação para provas de residência.
Os principais fatores de risco incluem obesidade (IMC > 30) associada a outros fatores, trauma raquimedular e outros traumatismos graves, uso de contraceptivos hormonais com estrógeno, gestação e puerpério, diagnóstico de neoplasias malignas e trombofilias.
O D-dímero é um marcador de degradação da fibrina, útil para excluir TEV em pacientes com baixa probabilidade clínica. Um resultado normal em pacientes de baixo risco torna o TEV improvável, mas um D-dímero elevado não é definidor de diagnóstico, exigindo exames de imagem confirmatórios.
A gestação e o puerpério aumentam o risco de TEV devido a alterações fisiológicas como hipercoagulabilidade (aumento de fatores de coagulação e diminuição de anticoagulantes naturais), estase venosa (compressão uterina e venodilatação) e lesão endotelial durante o parto.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo