SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2022
São fatores de risco para tromboembolismo venoso, exceto:
Deficiência de proteína trifuncional mitocondrial NÃO é fator de risco para TEV.
A deficiência de proteína trifuncional mitocondrial está associada a distúrbios de oxidação de ácidos graxos e miocardiopatia, não sendo um fator de risco conhecido para tromboembolismo venoso. Os outros itens são reconhecidos como trombofilias ou condições que aumentam o risco de TEV.
O tromboembolismo venoso (TEV), que engloba a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP), é uma condição multifatorial com alta morbimortalidade. A identificação dos fatores de risco é fundamental para a prevenção e manejo. Esses fatores podem ser genéticos (trombofilias hereditárias) ou adquiridos (condições clínicas, cirurgias, imobilidade). As trombofilias hereditárias incluem deficiências de anticoagulantes naturais como proteína C, proteína S e antitrombina, além de mutações que aumentam a coagulabilidade, como a mutação do Fator V de Leiden (resistência à proteína C ativada) e a mutação do gene da protrombina G20210A. A hiper-homocisteinemia, embora menos comum, também é um fator de risco trombogênico. Fatores adquiridos são diversos e incluem cirurgias de grande porte, trauma, câncer, imobilização prolongada, gravidez, uso de contraceptivos orais, obesidade e doenças inflamatórias crônicas. A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) também é reconhecida como um fator de risco independente para TEV, possivelmente devido à inflamação sistêmica e à disfunção endotelial. O conhecimento desses fatores é crucial para a estratificação de risco e a implementação de profilaxia adequada.
As trombofilias hereditárias mais comuns incluem a mutação do Fator V de Leiden, a mutação do gene da protrombina G20210A e as deficiências de antitrombina, proteína C e proteína S.
A hiper-homocisteinemia causa dano endotelial, ativação plaquetária e disfunção da fibrinólise, fatores que predispõem à formação de trombos e aumentam o risco de TEV.
Sim, a DPOC é um fator de risco independente para TEV, provavelmente devido à inflamação sistêmica crônica, hipóxia e imobilidade associada à doença.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo