Prenhez Ectópica: Fatores de Risco e Diagnóstico Precoce

SMS São José dos Pinhais - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2015

Enunciado

A Prenhez Ectópica é uma das causas de morbimortalidade materna, e apresenta melhor prognóstico quanto mais precoce é o diagnóstico. Quanto à prenhez ectópica assinale a alternativa correta é:

Alternativas

  1. A) Tratamento cirúrgico é preferível ao tratamento clínico nos casos de prenhez ectópica íntegra e precoce. 
  2. B) Sequelas de inflamações genitais podem favorecer a implantação ectópica do ovo.
  3. C) A gravidez é chamada ectópica quando a implantação do ovo se dá na cavidade uterina.
  4. D) O tratamento da gravidez ectópica rota pode ser clínico com uso de metotrexato injetável. 
  5. E) Pequena parcela de gestações ectópicas acontece em mulheres sem fator de risco conhecido. 

Pérola Clínica

Inflamações genitais (DIP) → Principal fator de risco para prenhez ectópica devido a danos tubários.

Resumo-Chave

A prenhez ectópica ocorre quando o óvulo fertilizado se implanta fora da cavidade uterina, sendo a tuba uterina o local mais comum. Fatores que alteram a motilidade ou anatomia tubária, como sequelas de inflamações genitais (ex: Doença Inflamatória Pélvica - DIP), são os principais fatores de risco, pois dificultam a passagem do zigoto para o útero.

Contexto Educacional

A prenhez ectópica é uma condição em que o óvulo fertilizado se implanta fora da cavidade uterina, sendo a tuba uterina o local mais comum (cerca de 95% dos casos). É uma das principais causas de morbimortalidade materna no primeiro trimestre, e o diagnóstico precoce é fundamental para um melhor prognóstico. Os fatores de risco para prenhez ectópica estão frequentemente relacionados a condições que alteram a anatomia ou a função tubária. As sequelas de inflamações genitais, como a Doença Inflamatória Pélvica (DIP), são um dos fatores mais importantes, pois podem causar aderências e danos às fímbrias e à motilidade ciliar da tuba, dificultando a migração do zigoto para o útero. Outros fatores incluem cirurgias tubárias prévias, história de prenhez ectópica anterior e o uso de técnicas de reprodução assistida. O tratamento pode ser clínico (com metotrexato) para casos selecionados e íntegros, ou cirúrgico (laparoscopia ou laparotomia) para casos de ruptura, instabilidade hemodinâmica ou falha do tratamento clínico. A compreensão dos fatores de risco e das opções de manejo é crucial para a prática ginecológica e obstétrica.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para prenhez ectópica?

Os principais fatores de risco incluem história prévia de prenhez ectópica, doença inflamatória pélvica (DIP), cirurgia tubária prévia, uso de DIU (embora raro, aumenta o risco relativo se houver falha), e técnicas de reprodução assistida.

Quando o tratamento clínico com metotrexato é indicado para prenhez ectópica?

O metotrexato é indicado para prenhez ectópica íntegra, hemodinamicamente estável, com massa ectópica pequena (<3,5-4 cm), sem atividade cardíaca fetal e com níveis de hCG em declínio ou estáveis.

Qual a diferença entre prenhez ectópica íntegra e rota?

A prenhez ectópica íntegra é aquela sem sinais de ruptura tubária ou hemorragia significativa. A prenhez ectópica rota é uma emergência, com ruptura da tuba e hemorragia intra-abdominal, exigindo cirurgia imediata.

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