UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2025
Qual dos seguintes fatores de risco está associado a pré-eclâmpsia em uma gestação?
Gestação múltipla ↑ risco de pré-eclâmpsia devido à maior massa placentária.
A gestação múltipla é um fator de risco significativo para pré-eclâmpsia, principalmente devido à maior massa placentária e à consequente maior demanda metabólica e imunológica, que pode levar a uma disfunção endotelial mais pronunciada.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gestação, caracterizada por hipertensão (pressão arterial ≥ 140/90 mmHg em duas ocasiões, com 4 horas de intervalo, após 20 semanas de gestação) e proteinúria (≥ 300 mg em 24 horas) ou, na ausência de proteinúria, sinais de disfunção de órgão-alvo. Afeta cerca de 2-8% das gestações e é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente. A fisiopatologia da pré-eclâmpsia é multifatorial, com a teoria mais aceita envolvendo uma placentação anormal no início da gestação, levando à isquemia placentária. Isso resulta na liberação de fatores antiangiogênicos e inflamatórios na circulação materna, causando disfunção endotelial sistêmica, vasoconstrição e ativação plaquetária. Vários fatores de risco são conhecidos, incluindo primiparidade, história prévia de pré-eclâmpsia, hipertensão crônica, diabetes, doenças autoimunes e, notavelmente, a gestação múltipla. A gestação múltipla é um fator de risco significativo para pré-eclâmpsia devido à maior massa placentária, que exacerba a resposta inflamatória e antiangiogênica. O manejo da pré-eclâmpsia envolve monitoramento rigoroso da mãe e do feto, controle da pressão arterial e, em casos graves, a interrupção da gestação, que é o único tratamento definitivo. O prognóstico depende da idade gestacional no diagnóstico e da gravidade da doença.
Além da gestação múltipla, outros fatores incluem primiparidade, história prévia de pré-eclâmpsia, hipertensão crônica, diabetes pré-gestacional, doença renal crônica, doenças autoimunes (como lúpus), obesidade, idade materna avançada (>35 anos) e nova parceria.
A gestação múltipla envolve uma maior massa placentária, o que pode levar a uma maior liberação de fatores antiangiogênicos e inflamatórios na circulação materna, contribuindo para a disfunção endotelial sistêmica característica da pré-eclâmpsia.
Para a mãe, pode levar a eclampsia, síndrome HELLP, insuficiência renal aguda, edema pulmonar e AVC. Para o feto, as complicações incluem restrição de crescimento intrauterino, prematuridade, sofrimento fetal e óbito.
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