UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2023
Assinalar a alternativa que apresenta menor evidência de risco para pré-eclâmpsia:
Idade materna >40 anos é fator de risco para pré-eclâmpsia, mas com menor evidência comparado a diabetes, gestação molar ou gemelar.
Embora a idade materna avançada (>40 anos) seja um fator de risco para pré-eclâmpsia, sua associação é menos robusta ou de menor magnitude quando comparada a condições como diabetes mellitus, gestação molar ou gestação gemelar, que aumentam significativamente o risco devido a uma maior massa placentária ou disfunção endotelial.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome multissistêmica de etiologia complexa, caracterizada por hipertensão e proteinúria após a 20ª semana de gestação, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente. A identificação dos fatores de risco é crucial para a estratificação de risco e a implementação de medidas preventivas, como o uso de aspirina em baixas doses. Os fatores de risco para pré-eclâmpsia são diversos e podem ser classificados em alto e moderado risco. Fatores de alto risco incluem histórico de pré-eclâmpsia em gestação anterior, doença renal crônica, doenças autoimunes (lúpus eritematoso sistêmico, síndrome antifosfolípide), diabetes mellitus (tipo 1 ou 2) e hipertensão crônica. Já os fatores de risco moderado englobam primeira gestação, idade materna avançada (>40 anos), obesidade, histórico familiar de pré-eclâmpsia, gestação múltipla e gestação molar. A questão aborda a "menor evidência de risco". Embora a idade materna maior de 40 anos seja um fator de risco, sua magnitude é geralmente menor em comparação com condições como diabetes mellitus, gestação molar ou gestação gemelar. Nestas últimas, a fisiopatologia da pré-eclâmpsia é mais pronunciada devido a uma maior massa placentária (gestação gemelar e molar) ou a uma disfunção endotelial e inflamação sistêmica preexistentes (diabetes), que exacerbam a resposta materna à placentação anormal. Compreender a hierarquia desses riscos é vital para a prática clínica e para a tomada de decisões sobre rastreamento e intervenção.
Os principais fatores de risco incluem hipertensão crônica, diabetes pré-existente ou gestacional, doença renal, gestação múltipla, gestação molar, histórico prévio de pré-eclâmpsia, obesidade, e doenças autoimunes como lúpus.
Tanto a gestação gemelar quanto a molar envolvem uma maior massa placentária ou uma placenta anormalmente grande, o que pode levar a uma maior produção de fatores antiangiogênicos e maior estresse oxidativo, contribuindo para a disfunção endotelial característica da pré-eclâmpsia.
O diabetes mellitus, tanto pré-existente quanto gestacional, aumenta o risco de pré-eclâmpsia devido à disfunção endotelial e ao estresse oxidativo associados à hiperglicemia e à resistência à insulina, que afetam a saúde vascular materna e placentária.
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