SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2024
A placenta prévia é a presença de tecido placentário próximo ou se estendendo ao longo do orifício cervical interno, após 28 semanas de gestação e é causa de hemorragias graves e potencialmente fatais. Essa condição está associada à mortalidade e à morbidade perinatais significativas, por aumento da incidência de prematuridade, baixo peso ao nascer, distúrbios respiratórios e óbitos perinatais. Dentre as alternativas abaixo, qual não caracteriza fator de risco para placenta prévia?
Síndromes hipertensivas NÃO são fator de risco para placenta prévia; são associadas a descolamento prematuro de placenta.
A placenta prévia é uma condição grave que causa hemorragias no terceiro trimestre. Seus fatores de risco estão relacionados a alterações na implantação placentária ou cicatrizes uterinas. Síndromes hipertensivas, como a pré-eclâmpsia, são fatores de risco para outras condições obstétricas, como o descolamento prematuro de placenta, e não para placenta prévia.
A placenta prévia é uma condição obstétrica caracterizada pela implantação da placenta total ou parcialmente sobre o orifício cervical interno após 28 semanas de gestação. É uma das principais causas de hemorragia no terceiro trimestre, podendo levar a complicações maternas e perinatais graves, como prematuridade, baixo peso ao nascer e necessidade de transfusões sanguíneas. O conhecimento de seus fatores de risco é fundamental para o manejo adequado e a prevenção de desfechos adversos. Os fatores de risco para placenta prévia estão geralmente relacionados a alterações na parede uterina ou na vascularização endometrial. Incluem história de cesárea anterior, que cria uma cicatriz no segmento uterino inferior, local comum de implantação placentária. Outras cicatrizes uterinas, como as decorrentes de miomectomias, também aumentam o risco. A multiparidade e curetagens uterinas repetidas podem alterar o endométrio, favorecendo a implantação baixa. Idade materna avançada, tabagismo e gestações múltiplas são outros fatores contribuintes. É crucial diferenciar os fatores de risco da placenta prévia de outras condições hemorrágicas da gravidez. As síndromes hipertensivas, por exemplo, são um importante fator de risco para o descolamento prematuro de placenta, uma emergência obstétrica distinta, mas não para a placenta prévia. Compreender essas distinções é vital para o diagnóstico diferencial e a conduta clínica correta, sendo um ponto frequentemente abordado em provas de residência médica.
Os principais fatores de risco para placenta prévia incluem cesárea anterior, outras cicatrizes uterinas (como miomectomia), multiparidade, curetagens uterinas repetidas, idade materna avançada, tabagismo, uso de cocaína e gestação múltipla. História prévia de placenta prévia também é um fator importante.
As síndromes hipertensivas, como a pré-eclâmpsia, não são fatores de risco para placenta prévia porque estão mais associadas a condições que afetam a integridade vascular e a perfusão placentária, como o descolamento prematuro de placenta, e não à localização da implantação da placenta.
A identificação precoce dos fatores de risco permite um acompanhamento pré-natal mais rigoroso e a antecipação de possíveis complicações, como hemorragias graves. Isso é crucial para planejar o parto e garantir a segurança materna e fetal, reduzindo a morbidade e mortalidade perinatais.
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