FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2015
O Tromboembolismo Pulmonar (TEP) é uma das principais causas de mortalidade hospitalar evitável, sendo responsável por aproximadamente 100.000 óbitos por ano só nos Estados Unidos. É necessário que se faça a estratificação de risco para se definir a estratégia de profilaxia da Trombose Venosa (TV) e da TEP e, para tal, é necessário que sejam conhecidos os fatores de risco. NÃO estão corretos todos os fatores de risco em:
Raça branca NÃO é fator de risco para TEP; trauma, trombofilia e imobilização SÃO.
A estratificação de risco para Tromboembolismo Pulmonar (TEP) e Trombose Venosa (TV) é fundamental. É crucial conhecer os fatores de risco estabelecidos, como puerpério, uso de SERMs, idade avançada, obesidade, cirurgias, malignidade, imobilização e trombofilias, e diferenciar de características que não são fatores de risco, como a raça branca.
O Tromboembolismo Pulmonar (TEP) é uma condição grave e potencialmente fatal, sendo uma das principais causas de mortalidade hospitalar evitável. A prevenção é a chave, e para isso, é fundamental identificar e estratificar os pacientes de acordo com seus fatores de risco para Trombose Venosa (TV) e TEP. A tríade de Virchow (estase sanguínea, lesão endotelial e hipercoagulabilidade) resume os mecanismos fisiopatológicos subjacentes. Diversos fatores de risco são bem estabelecidos. O puerpério, por exemplo, é um período de alto risco devido às alterações hormonais e hemodinâmicas da gravidez e do parto. O uso de Moduladores Seletivos do Receptor de Estrogênio (SERMs) e estrogênios em geral (como em contraceptivos orais) aumenta a hipercoagulabilidade. A idade avançada (>60 anos), obesidade, malignidade, imobilização prolongada e cirurgias (especialmente pélvicas ou ortopédicas) são outros fatores importantes. Histórico prévio de TV ou TEP e trombofilias hereditárias (como deficiência de antitrombina III, proteína C ou S, ou mutação do Fator V Leiden) conferem um risco significativamente elevado. É crucial para residentes e estudantes de medicina reconhecer que nem toda característica demográfica é um fator de risco. A raça branca, por exemplo, não é um fator de risco independente para TEP, ao contrário do trauma, que causa lesão endotelial e imobilização. A alternativa que contém fatores de risco incorretos é aquela que inclui a raça branca. O conhecimento aprofundado desses fatores permite a implementação de estratégias de profilaxia adequadas, como o uso de heparinas de baixo peso molecular ou não fracionada, e medidas mecânicas, reduzindo a incidência de TEP e suas consequências devastadoras.
Os principais fatores de risco incluem cirurgia recente (especialmente ortopédica e pélvica), trauma, imobilização prolongada, malignidade, trombofilias hereditárias ou adquiridas, uso de estrogênios ou SERMs, gravidez e puerpério, obesidade e idade avançada.
O puerpério e o uso de estrogênios (como em contraceptivos orais ou terapia de reposição hormonal) aumentam o risco de TEP devido ao estado de hipercoagulabilidade, alterações hemodinâmicas e lesão endotelial vascular associados a essas condições.
A estratificação de risco é crucial para definir a estratégia de profilaxia da trombose venosa e do TEP, utilizando medidas farmacológicas (heparinas) e/ou mecânicas (meias de compressão, compressão pneumática intermitente) para prevenir eventos tromboembólicos em pacientes hospitalizados ou de alto risco.
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